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Moraes revela que Bolsonaro discutiu minuta golpista com comandantes militares

Ministro Alexandre de Moraes revela que Jair Bolsonaro planejou golpe com apoio militar após eleições de 2022, incluindo minutas de decretos

Ministro relator Alexandre de Moraes durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que retoma o julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que Jair Bolsonaro discutiu com militares medidas de exceção após a derrota nas eleições de 2022.
  • Moraes apresentou documentos que indicam um plano de golpe, incluindo minutas de decretos e um organograma de um governo pós-golpe.
  • Os documentos apreendidos na sede do Partido Liberal detalham funções em um governo que se instauraria após um golpe, incluindo a decretação de Estado de Sítio.
  • O relator destacou que qualquer tentativa de desrespeitar os resultados eleitorais é crime e que não há previsão constitucional para medidas extremas após uma derrota.
  • Moraes afirmou que os eventos entre junho de 2021 e 8 de janeiro de 2023 fazem parte de um mesmo crime, culminando no ataque às sedes dos Três Poderes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que Jair Bolsonaro discutiu com militares medidas de exceção para tentar se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022. Durante sessão da Primeira Turma, Moraes apresentou documentos que indicam um plano de golpe, incluindo minutas de decretos e um organograma de um governo pós-golpe.

Os documentos, apreendidos na sede do PL, incluem o chamado “Memórias importantes”, que detalha funções em um governo que se instauraria após um golpe. Uma das minutas previa a decretação de Estado de Sítio e a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Moraes destacou que essas minutas tinham um “claro alinhamento” com o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluía ameaças de assassinato a figuras como Lula e Geraldo Alckmin.

Ação e Consequências

O relator enfatizou que qualquer tentativa de desrespeitar os resultados eleitorais é crime, e que não há previsão constitucional para a adoção de medidas extremas após uma derrota eleitoral. Moraes também ressaltou que não apenas quem oferece tropas para um golpe é golpista, mas também aqueles que solicitam a quebra da ordem democrática.

O ex-presidente, que possui formação militar, buscou cooptar comandantes das Forças Armadas para apoiar suas ações. Moraes questionou a motivação de Bolsonaro ao convocar os comandantes militares em um momento crítico de seu mandato. Ele afirmou que os eventos entre junho de 2021 e 8 de janeiro de 2023 foram parte de um mesmo crime, destacando que o ataque às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro não foi um ato isolado, mas sim a culminação de um plano articulado para impedir a posse de Lula e abolir o Estado democrático de direito.

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