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MP proíbe contato de Ciro Gomes com prefeita de Crateús após rejeição de prisão

Ministério Público Eleitoral do Ceará pede medidas cautelares contra Ciro Gomes por violência política de gênero contra Janaína Farias

Montagem com fotos do ex-governador Ciro Gomes e da prefeita de Crateús e ex-senadora Janaína Farias (Foto: Reprodução)
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  • O Ministério Público Eleitoral do Ceará pediu medidas cautelares contra Ciro Gomes devido a acusações de violência política de gênero contra a prefeita Janaína Farias.
  • As medidas incluem proibição de contato entre Ciro e Janaína, além de comparecimento periódico em juízo.
  • A promotoria rejeitou o pedido de prisão preventiva feito pela Advocacia do Senado.
  • Ciro é réu em um processo que investiga declarações ofensivas feitas contra Janaína desde abril do ano passado.
  • A Justiça Eleitoral do Ceará também requisitou a abertura de uma investigação sobre possíveis crimes de perseguição cometidos por Ciro.

O Ministério Público Eleitoral do Ceará solicitou medidas cautelares contra o ex-governador Ciro Gomes (PDT) devido a acusações de violência política de gênero contra a prefeita Janaína Farias (PT). O pedido foi feito na segunda-feira (8) e inclui a proibição de contato entre os dois, além da exigência de que Ciro compareça periodicamente em juízo.

A promotoria rejeitou a prisão preventiva solicitada pela Advocacia do Senado, optando por medidas alternativas. A promotora Grecianny Carvalho Cordeiro argumentou que há indícios de “continuidade delitiva” nas ações de Ciro, que é réu em um processo que investiga declarações ofensivas feitas contra Janaína desde abril do ano passado.

Contexto das Acusações

Ciro Gomes é acusado de ter feito declarações que visam humilhar e constranger Janaína, especialmente após ela assumir uma vaga no Senado. Em suas falas, ele insinuou que a prefeita era assessora para “assuntos de cama” do ex-ministro da Educação, Camilo Santana. Essas declarações levaram a promotoria a considerar que houve violência política de gênero.

A defesa de Ciro Gomes contestou as alegações, afirmando que as declarações visavam criticar a conduta política de Camilo Santana e não a Janaína. Os advogados argumentaram que não há evidências de perigo concreto que justifiquem as medidas solicitadas pelo MP.

Desdobramentos e Próximos Passos

O juiz responsável pelo caso ainda não se manifestou sobre os pedidos do Ministério Público. Além disso, a Justiça Eleitoral do Ceará requisitou à Superintendência da Polícia Federal a abertura de uma investigação sobre possíveis crimes de perseguição cometidos por Ciro contra Janaína.

O MP Eleitoral também pediu celeridade na análise do caso, destacando a importância de um julgamento rápido. A situação continua a se desenrolar, com a expectativa de que novas decisões sejam tomadas em breve.

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