- Aliados de Jair Bolsonaro admitem que a relatoria do projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro pode ser atribuída a um membro do centrão.
- A proposta pode ser votada na próxima semana na Câmara dos Deputados, após o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
- O governo Lula está mobilizado para barrar a proposta, com a ministra Gleisi Hoffmann afirmando que não cabe anistia a crimes de colarinho branco.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, articula apoio em Brasília para a anistia, que também se estende a crimes eleitorais.
- A expectativa é que a votação ocorra na próxima semana, mas ainda não há compromisso definido sobre o relator do projeto.
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) admitem que a relatoria do projeto de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de Janeiro pode ser atribuída a um membro do centrão. A proposta, que ganhou força após o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser votada na próxima semana na Câmara dos Deputados. A anistia é vista como uma salvação para Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, que enfrenta a possibilidade de condenação.
O relator do projeto é crucial, pois negocia o texto e elabora o parecer que será submetido ao voto. Inicialmente, o deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) era cotado para a função, mas a expectativa é que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolha um nome mais neutro. A pressão por um relator que possa construir consenso é alta, especialmente entre os partidos do centrão.
Mobilização do Governo
O governo Lula (PT) está mobilizado para barrar a proposta de anistia. A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) enfatizou que não cabe anistia a crimes de colarinho branco e que a votação representaria um confronto com o STF. O governo busca apoio nas bancadas da Câmara para impedir a aprovação do projeto.
Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), articula em Brasília em favor da anistia. Ele se reuniu com Motta e outros líderes, buscando apoio para uma proposta que permita a candidatura de Bolsonaro em 2026. A proposta de anistia, que se estende a crimes eleitorais, enfrenta resistência entre os partidos do centrão, que preferem uma alternativa menos abrangente.
Expectativa de Votação
A expectativa é que a votação ocorra na próxima semana, mas ainda não há compromisso definido por Motta. O presidente da Câmara declarou que o projeto não tem previsão de pauta ou relator. A cúpula da Casa decidiu priorizar apenas projetos com consenso entre os partidos. A pressão sobre Motta aumenta, e a divisão entre os aliados de Bolsonaro sobre o tipo de anistia a ser proposta complica ainda mais a situação.
O governo, por sua vez, está preparado para enfrentar os desdobramentos das discussões sobre a anistia, enquanto a fidelidade de seus aliados é testada em um cenário político cada vez mais tenso.
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