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Lupi altera declaração sobre conselheira que denunciou fraude no INSS

Carlos Lupi nega irregularidades em depoimento à CPI do INSS e enfrenta novas convocatórias devido a contradições em suas declarações

Oitiva de Lupi durou quase dez horas (Foto: Reprodução)
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  • Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência Social, foi exonerado após operação da Polícia Federal que investigou fraudes em descontos a aposentados.
  • Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lupi mudou sua versão sobre a relação com a conselheira Tônia Galetti.
  • Ele negou ter conhecimento de auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre descontos não autorizados, mas a diretora de benefícios da CGU contradisse essa afirmação.
  • Lupi havia declarado anteriormente que Galetti era “uma amiga pessoal”, mas na CPI afirmou não ter “nenhuma” relação com ela.
  • A CPI pode convocar Lupi novamente para esclarecimentos devido às incongruências em seu depoimento.

BRASÍLIA – O ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi foi exonerado após uma operação da Polícia Federal que investigou fraudes em descontos a aposentados. Durante seu depoimento à CPI do INSS, Lupi alterou sua versão sobre sua relação com a conselheira Tônia Galetti e negou ter conhecimento de auditorias da CGU sobre descontos não autorizados.

Em abril, Lupi havia declarado que Galetti era “uma amiga pessoal”. No entanto, em sua recente declaração à CPI, afirmou não ter “nenhuma” relação com ela. O advogado de Lupi, Wálber Agra, justificou que a expressão utilizada anteriormente foi uma forma coloquial de tratamento.

Lupi também não convenceu os membros da CPI ao negar ter sido informado sobre uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) que identificou descontos indevidos em benefícios. Segundo ele, todos os contatos da CGU foram feitos diretamente ao INSS. Contudo, a diretora de benefícios da CGU contradisse essa afirmação, afirmando que comunicou os resultados à assessoria especial de controle interno do ministério, que é ligada diretamente ao ministro.

Incongruências no Depoimento

As discrepâncias nas declarações de Lupi levantaram a possibilidade de um novo convite para que ele compareça à CPI. O presidente do colegiado, Carlos Viana, indicou que a comissão pode convocá-lo novamente para esclarecimentos. Durante o depoimento, Lupi também se esquivou de explicar por que não pautou discussões sobre fraudes no CNPS, apesar de ter registrado que o faria.

Na reunião de junho, Galetti alertou sobre o aumento de filiados em associações de aposentados, sugerindo que isso poderia indicar fraudes. Lupi, no entanto, alegou que o tema não estava na pauta e que seria necessário um levantamento mais detalhado. O assunto só foi discutido em abril de 2024.

Lupi, que chefiava o ministério durante a Operação Sem Desconto, que estimou em R$ 6,3 bilhões o total de cobranças irregulares, reafirmou que o INSS é um órgão autônomo e que ex-gestores devem prestar contas. A CPI continua a investigar as irregularidades, que, segundo aliados do governo, começaram na gestão de Jair Bolsonaro.

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