- Sushila Karki foi nomeada primeira-ministra interina do Nepal, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo.
- Sua indicação ocorreu após a renúncia do ex-primeiro-ministro K.P. Sharma Oli, em meio a protestos que resultaram em 51 mortes e mais de 1.300 feridos.
- Os protestos começaram em 8 de setembro, após o governo bloquear 26 plataformas de redes sociais, gerando indignação popular.
- Karki, de 73 anos, é vista como uma figura de integridade e terá a tarefa de restaurar a ordem e a confiança da população.
- A crise é agravada por problemas econômicos, como uma taxa de desemprego juvenil de 20% e um PIB per capita de US$ 1.447.
A ex-presidente da Suprema Corte do Nepal, Sushila Karki, foi nomeada como primeira-ministra interina do país, em meio a uma grave crise política e social. Sua indicação ocorre após a renúncia do ex-primeiro-ministro K.P. Sharma Oli, que se deu em resposta a protestos massivos que resultaram em 51 mortes e mais de 1.300 feridos.
Os protestos começaram em 8 de setembro, após o governo impor um bloqueio em 26 plataformas de redes sociais, incluindo Facebook e Instagram. A medida gerou indignação popular, levando a manifestações que rapidamente se tornaram violentas, com ataques a prédios governamentais e residências de políticos. O slogan dos manifestantes, “Bloqueiem a corrupção, não as redes sociais”, reflete a insatisfação com a elite política e as acusações de corrupção.
Karki, de 73 anos, é a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no Nepal. Sua nomeação foi resultado de intensas negociações entre o presidente Ram Chandra Poudel e líderes dos protestos. A nova premiê é vista como uma figura de integridade, especialmente entre os jovens, que exigem a dissolução do Parlamento e novas eleições.
Contexto dos Protestos
A crise no Nepal é agravada por problemas econômicos persistentes, como uma taxa de desemprego juvenil de 20% e um PIB per capita de apenas US$ 1.447. A insatisfação popular aumentou com a repressão às redes sociais, que o governo tentava controlar. Durante os tumultos, as forças de segurança enfrentaram manifestantes em confrontos diretos nas ruas de Catmandu.
A nomeação de Karki ocorre em um momento crítico, onde a expectativa é que ela conduza o país em um período de transição. A dissolução do Parlamento, uma das principais demandas dos manifestantes, ainda gera controvérsia, mas a nova líder terá a tarefa de restaurar a ordem e a confiança da população.
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