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Reforma do Jardim de Alah transforma espaço com lojas, mercado e arte contemporânea

Reforma do Jardim de Alah gera polêmica entre moradores e Ministério Público, que questionam impactos ambientais e preservação histórica

Vista aérea do Jardim de Alah em obras, com a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo (Foto: Reprodução)
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  • O Jardim de Alah, no Rio de Janeiro, está em reforma pela concessionária Rio + Verde, com conclusão prevista para 2027.
  • O projeto, que custará R$ 120 milhões, inclui a instalação de restaurantes, mercados e áreas para música ao vivo.
  • O parque, que tem sido subutilizado, foi cercado por tapumes em várias ocasiões nos últimos dez anos, incluindo a construção da estação de metrô entre 2015 e 2017.
  • A reforma gera controvérsias entre moradores, com preocupações sobre a preservação do patrimônio histórico e impactos ambientais.
  • Um abaixo-assinado contra a reforma já conta com mais de 30 mil assinaturas, e o Ministério Público entrou com uma ação judicial para interromper as obras.

O Jardim de Alah, localizado na zona sul do Rio de Janeiro, está passando por reformas significativas que visam revitalizar o espaço, que tem sido subutilizado nos últimos anos. A concessionária Rio + Verde, vencedora de uma licitação em 2023, iniciou as obras em 2024, com previsão de conclusão para 2027. O projeto, orçado em R$ 120 milhões, inclui a instalação de restaurantes, mercados, áreas para música ao vivo e vagas para carros.

Nos últimos dez anos, o parque foi cercado por tapumes em diversas ocasiões, sendo a construção da estação de metrô entre 2015 e 2017 um dos principais motivos. Atualmente, o espaço é frequentado principalmente por passeadores de cães e pescadores, além de abrigar pessoas em situação de rua. A proposta de reforma visa transformar o Jardim de Alah em um local mais atrativo e integrado à comunidade, mas gera controvérsias entre os moradores.

Controvérsias e Opiniões

Enquanto alguns moradores veem a reforma como uma oportunidade de revitalização, outros temem que a transformação descaracterize um patrimônio histórico. O Jardim de Alah, projetado pelo urbanista francês Alfred Agache e inaugurado em 1938, é tombado em nível municipal desde 2001. Críticos do projeto argumentam que a obra pode causar danos ambientais e obstruir o canal fluvial que atravessa o parque.

A concessionária defende que apenas 8,5% da área do parque será ocupada por empreendimentos comerciais, e que o projeto foi aprovado por órgãos como o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e o Iphan. No entanto, um abaixo-assinado contra a reforma já conta com mais de 30 mil assinaturas, e o Ministério Público entrou com uma ação judicial para interromper as obras, alegando que elas comprometem o patrimônio histórico.

Futuro do Jardim de Alah

O plano da concessionária inclui a criação de um espaço dividido entre áreas comerciais e um parque elevado, além de um anfiteatro e ciclovias. Moradores que apoiam a reforma acreditam que a revitalização pode trazer segurança e integração entre os bairros de Leblon e Ipanema. Por outro lado, opositores temem que o projeto transforme o espaço em um “shopping a céu aberto”, comprometendo suas características históricas e ambientais.

A disputa em torno do Jardim de Alah reflete um conflito mais amplo sobre o uso do espaço urbano no Rio de Janeiro, onde a preservação do patrimônio histórico e a necessidade de modernização frequentemente entram em choque. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novos desdobramentos judiciais que podem impactar o futuro do parque.

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