- Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), admitiu que houve planejamento de golpe no Brasil, mas afirmou que isso não é crime.
- As declarações foram feitas durante um evento em Itu, São Paulo, no último sábado.
- Ele minimizou os atos de 8 de janeiro, referindo-se aos manifestantes como “um bando de pé de chinelo”.
- Costa Neto criticou a caracterização dos eventos como um golpe, chamando a situação de “bagunça”.
- As afirmações ocorreram após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por sua liderança em uma tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reconheceu que houve um planejamento de golpe no Brasil, mas afirmou que isso não configura crime. As declarações foram feitas durante um evento em Itu, São Paulo, neste sábado. Costa Neto minimizou os atos de 8 de janeiro, referindo-se aos manifestantes como “um bando de pé de chinelo”.
Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente, disse Valdemar, argumentando que, segundo a legislação, o planejamento de um crime sem a execução não é considerado crime. Ele criticou a caracterização dos eventos de 8 de janeiro como um golpe, considerando a situação uma “bagunça” e não uma tentativa séria de derrubar o governo.
Essas declarações surgem em meio à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o sentenciou a 27 anos e três meses de prisão por sua liderança em uma tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Valdemar considerou a decisão do STF “exagerada”, embora tenha afirmado que deve ser respeitada.
As afirmações de Valdemar geraram repercussão imediata, sendo interpretadas por críticos como uma confissão sobre a existência de uma trama golpista. Ao admitir o planejamento, ele enfraquece a defesa de Bolsonaro, que nega qualquer conspiração. A polarização política no Brasil continua a ser um ponto de discórdia, refletindo as diferentes interpretações dos eventos de janeiro.
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