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Câmara aprova nova PEC da Blindagem que exige aval do Congresso para ações no STF

Câmara aprova PEC que exige autorização do Congresso para ações penais contra parlamentares, com votação secreta e prazo de 90 dias para decisão

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante votação em 9 de setembro (Foto: Reprodução)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem em dois turnos no dia dezesseis de outubro.
  • A proposta restaura prerrogativas de parlamentares limitadas em dois mil e um e altera regras sobre ações penais contra deputados e senadores.
  • A nova versão exige autorização do Congresso para a abertura de ações penais no Supremo Tribunal Federal, com prazo de noventa dias para votação secreta.
  • A PEC também restringe a prisão de parlamentares a crimes inafiançáveis em flagrante e amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos com representação no Congresso.
  • Críticos, como os partidos PSOL e Rede, alertam para o risco de impunidade e consideram acionar o Supremo Tribunal Federal por inconstitucionalidade.

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC da Blindagem na terça-feira, 16 de outubro. A proposta, que visa restaurar prerrogativas de parlamentares limitadas em 2001, altera as regras sobre a abertura de ações penais contra deputados e senadores. O primeiro turno teve 353 votos a favor e o segundo, 344.

A nova versão da PEC estabelece que a autorização do Congresso é necessária para a abertura de ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), mas não para a instauração de inquéritos. O Legislativo terá um prazo de 90 dias para decidir sobre a autorização, que deve ser aprovada por maioria absoluta em votação secreta. Se a autorização for negada, a ação penal ficará suspensa durante o mandato do parlamentar.

Mudanças nas Prerrogativas

Além de restringir a prisão de parlamentares a crimes inafiançáveis em flagrante, a PEC amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos com representação no Congresso. A proposta foi apresentada pelo deputado Cláudio Cajado (PP-BA) e busca garantir maior controle do Congresso sobre decisões judiciais que impactem os parlamentares.

A aprovação da PEC ocorre em um contexto de alta tensão política, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. Críticos da proposta, como os partidos PSOL e Rede, alertam para o risco de impunidade e consideram acionar o STF por inconstitucionalidade.

Implicações e Reações

A PEC da Blindagem, que já foi chamada de “PEC da Impunidade”, gera divisões entre os partidos. Enquanto alguns veem a proposta como uma proteção necessária para a atividade parlamentar, outros a consideram um retrocesso na responsabilização de políticos. A proposta agora segue para o Senado, onde poderá ser promulgada sem possibilidade de veto presidencial, caso aprovada.

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