- A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de nove dos dez integrantes do núcleo golpista formado por militares de forças especiais.
- O procurador-geral, Paulo Gonet, reclassificou a conduta do tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Junior para incitação ao crime, devido à falta de provas de sua ligação com a organização.
- Os acusados são responsabilizados pelo planejamento do golpe, incluindo o plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa ataques a autoridades.
- Entre os denunciados estão o coronel Bernardo Correa Netto, preso na operação Tempus Veritatis, e o general da reserva Estevam Theophilo.
- Gonet destacou que os integrantes do núcleo pressionaram o Alto Comando do Exército a apoiar o golpe e documentaram quase todas as fases do plano.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de nove dos dez integrantes do núcleo golpista formado por militares de forças especiais, conhecidos como “kids pretos”. O pedido foi feito durante a apresentação das alegações finais no processo, onde o procurador-geral, Paulo Gonet, reclassificou a conduta de um tenente-coronel, Ronald Ferreira de Araújo Junior, para incitação ao crime, devido à falta de provas que o ligassem à organização.
Os acusados são apontados como responsáveis pelo planejamento do golpe, incluindo o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa ataques a autoridades. Entre os denunciados estão Bernardo Correa Netto, coronel preso na operação Tempus Veritatis, e Estevam Theophilo, general da reserva. O grupo também inclui outros coronéis e tenentes-coronéis do Exército, além de um agente da Polícia Federal.
Gonet destacou que os integrantes do núcleo pressionaram o Alto Comando do Exército a apoiar o golpe, planejando ações violentas contra autoridades. Ele afirmou que, graças às ações dos acusados, o Alto Comando enfrentou forte pressão para executar o golpe, com autoridades públicas na mira de ações violentas. O procurador ressaltou que a organização documentou quase todas as fases do plano, utilizando gravações, manuscritos e trocas de mensagens eletrônicas.
Sobre Ronald Ferreira, Gonet observou que não foram encontrados elementos que comprovassem sua vinculação com a organização criminosa. O procurador afirmou que as provas disponíveis indicam apenas uma conduta incitatória, o que levou à sua desclassificação para incitação ao crime, considerando a animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais.
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