- O assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, gerou críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas.
- Parlamentares questionaram a falta de proteção a ex-policiais e criticaram a ausência do governador no velório de Fontes.
- O deputado Delegado Palumbo afirmou que a retirada de escolta para ex-policiais é inaceitável.
- O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) denunciou a negligência do governo com a segurança dos policiais.
- Seis projetos de lei foram apresentados na Assembleia Legislativa para criar um programa de proteção a autoridades aposentadas.
O assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, gerou intensas críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas. O crime, ocorrido recentemente, expôs a fragilidade da segurança para ex-policiais e levantou questionamentos sobre a proteção a autoridades aposentadas.
Após o assassinato, parlamentares da base de Tarcísio manifestaram descontentamento com a falta de prioridade do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, em atender às demandas da Polícia Civil. O deputado Delegado Palumbo (MDB) destacou que a retirada de escolta de ex-policiais é inaceitável, afirmando que o estado “decreta a morte” desses profissionais ao não garantir sua segurança.
A ausência de Tarcísio no velório de Fontes foi criticada, com deputados afirmando que sua falta no evento “pegou muito mal”. O governador, que cancelou uma viagem a Brasília, ficou no Palácio dos Bandeirantes, o que gerou descontentamento entre os policiais. Derrite, por sua vez, foi criticado por sua demora em se manifestar após o crime, priorizando um jantar com empresários.
Reações e Propostas
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) emitiu uma nota severa, afirmando que a execução de Fontes evidencia a negligência do governo com seus policiais. Em resposta, parlamentares apresentaram seis projetos de lei na Assembleia Legislativa para criar um programa de proteção a autoridades que enfrentam o crime organizado após a aposentadoria.
A proposta, que conta com apoio tanto de deputados governistas quanto da oposição, busca garantir segurança a ex-policiais e outras autoridades. O líder do governo, Gilmaci Santos (Republicanos), afirmou que ainda não há um plano concreto, ressaltando a necessidade de estudar alternativas sem se deixar levar pela urgência do momento.
Derrite, que participou do velório de Fontes, também se comprometeu a atualizar a imprensa sobre o andamento das investigações, que já identificaram dois suspeitos. O governador, por sua vez, declarou que não recebeu pedidos formais de proteção de Fontes e se mostrou favorável ao debate sobre a segurança de ex-servidores, mas com restrições.
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