Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Big techs alimentam a máquina de guerra dos Estados Unidos, alerta especialista

Executivos de big techs se juntam ao Exército dos EUA, enquanto Brasil busca autonomia digital com a Nuvem Soberana para proteger dados públicos.

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • O Exército dos Estados Unidos nomeou executivos de grandes empresas de tecnologia, como Meta e OpenAI, como tenentes-coronéis do Destacamento 201.
  • A iniciativa visa integrar líderes tecnológicos ao complexo militar-industrial dos EUA, incentivando a colaboração com suas habilidades.
  • O sociólogo brasileiro Sérgio Amadeu da Silveira critica essa relação, destacando o uso de Inteligência Artificial em conflitos, como na Faixa de Gaza, para identificar alvos civis.
  • Amadeu defende que o Brasil deve investir em infraestrutura digital própria para garantir a soberania tecnológica, especialmente após o lançamento da Nuvem Soberana.
  • Ele alerta que a dependência de serviços estrangeiros pode comprometer a segurança de dados brasileiros diante das políticas dos EUA.

O Exército dos Estados Unidos nomeou executivos de grandes empresas de tecnologia, como Meta e OpenAI, como tenentes-coronéis do recém-criado Destacamento 201. Essa ação visa integrar líderes tecnológicos ao complexo militar-industrial, com o objetivo de inspirar mais profissionais a contribuírem com suas habilidades, mesmo enquanto mantêm suas carreiras civis.

O sociólogo brasileiro Sérgio Amadeu da Silveira, em seu livro “As big techs e a guerra total: o complexo militar-industrial-dataficado”, critica a colaboração entre as Forças Armadas dos EUA e as big techs. Ele destaca que a Inteligência Artificial (IA) é utilizada em conflitos, como na Faixa de Gaza, para identificar e eliminar alvos civis, o que levanta preocupações éticas e de segurança.

Amadeu argumenta que as big techs não são apenas fornecedoras de tecnologia, mas sim parte integrante da estratégia militar dos EUA. Ele menciona o projeto Maven, da Google, que gerou protestos internos, e ressalta que a dependência de serviços estrangeiros pode comprometer a segurança de dados brasileiros. Para ele, o Brasil deve investir em infraestrutura digital própria para garantir a soberania tecnológica.

Recentemente, o Brasil lançou a Nuvem Soberana, uma iniciativa do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, que visa armazenar dados públicos em uma infraestrutura sob controle estatal. Amadeu considera essa medida um avanço, mas alerta que ainda não é suficiente diante das políticas expansionistas dos EUA, que podem comprometer a privacidade e a segurança dos dados brasileiros.

A relação entre as big techs e o governo dos EUA é complexa e envolve interesses geopolíticos. Amadeu destaca que a tecnologia é um instrumento de poder político e militar, e que o Brasil precisa desenvolver suas próprias soluções para evitar a vulnerabilidade diante de empresas que operam sob a influência do governo americano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais