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Deputados de SP apresentam projetos para proteger autoridades aposentadas após morte de ex-delegado

Deputados buscam garantir segurança a ex-agentes públicos após a morte de Ruy Ferraz Fontes, com propostas de escolta armada e proteção vitalícia.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, gerou um debate sobre a proteção de agentes públicos aposentados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
  • Entre os dias 16 e 17 de outubro, foram protocolados pelo menos cinco projetos de lei para garantir segurança a esses profissionais.
  • Fontes, que se aposentou em 2023, expressou preocupação com a falta de proteção após deixar a ativa, afirmando que não tinha estrutura para se defender.
  • O governo de São Paulo informou que ex-delegados podem solicitar escolta, mas Fontes nunca fez esse pedido.
  • Propostas incluem a criação da lei “Delegado Ruy Fontes”, que garantiria escolta armada a ex-delegados e policiais civis aposentados, além de um Programa de Proteção Continuada para agentes que solicitassem proteção.

A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, reacendeu o debate sobre a proteção de agentes públicos aposentados na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Entre os dias 16 e 17 de outubro, foram protocolados pelo menos cinco projetos de lei que visam garantir segurança a esses profissionais.

Fontes, que se aposentou em 2023, expressou em entrevista a sua preocupação com a falta de proteção após deixar a ativa. Ele relatou viver sozinho em Praia Grande e afirmou: “Se eu fosse um policial da ativa, eu tava pouco me importando, teria estrutura para me defender, hoje não tenho estrutura nenhuma.” O governo de São Paulo, por sua vez, informou que ex-delegados gerais podem solicitar escolta, mas Fontes nunca fez esse pedido, segundo o governador Tarcísio de Freitas.

Projetos de Lei em Debate

Diversos deputados, de diferentes partidos, apresentaram propostas para assegurar a proteção de agentes aposentados. A deputada Carla Morando (PSDB) propôs dois projetos: um para proteger policiais e outro para membros do judiciário. Ela destacou a necessidade de segurança vitalícia para aqueles que atuaram contra o crime organizado.

Outra proposta, do deputado Altair Moraes (Republicanos), sugere a criação da lei Delegado Ruy Fontes, que garantiria escolta armada a ex-delegados e policiais civis aposentados. O deputado Paulo Firilo (PT) apresentou o Programa de Proteção Continuada, que estenderia a proteção a agentes que solicitassem, incluindo familiares.

Desafios e Preocupações

O tema gerou discussões sobre a viabilidade das propostas, com alguns aliados do governador alertando que podem ser vistas como “fumaça política” devido a questões técnicas, como falta de previsão orçamentária. Além disso, há receios de que a proteção automática retire efetivos das ruas e cause descontentamento entre as corporações.

A Polícia Civil reafirmou que ex-delegados podem solicitar escolta, mas que essa solicitação não foi feita por Fontes. A situação levanta questões sobre a eficácia do estado em garantir a segurança de seus ex-agentes, especialmente em um contexto de crescente violência.

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