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Suspeito de assassinar ex-delegado-geral de SP é preso pela polícia

Investigação aponta possível retaliação do PCC ou desavenças na prefeitura como motivações para o assassinato de Ruy Ferraz Fontes.

Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em Praia Grande, SP (Foto: Reprodução)
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  • Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande na noite de 15 de outubro.
  • O crime envolveu mais de 29 disparos contra o veículo da vítima e é investigado como possível retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou motivação ligada à sua atuação na prefeitura.
  • Dois suspeitos foram identificados, um deles com antecedentes por tráfico de drogas. A polícia solicitou a prisão temporária da dupla.
  • Fontes havia sido jurado de morte pelo PCC em 2019 e expressou preocupações sobre sua segurança antes do ataque.
  • Uma força-tarefa foi criada pelo governador Tarcísio de Freitas para investigar o caso, com apoio da Rota e do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada na Praia Grande na noite de segunda-feira, 15 de outubro. O crime, que resultou em mais de 29 tiros disparados contra o veículo da vítima, está sendo investigado como uma possível retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou uma consequência de sua atuação na prefeitura local.

As investigações avançam com a identificação de dois suspeitos, um deles com histórico criminal por tráfico de drogas. A polícia já solicitou a prisão temporária da dupla, que pode estar ligada ao crime organizado. Um dos veículos utilizados na emboscada foi recuperado, e impressões digitais foram coletadas, o que pode ajudar na identificação dos envolvidos.

Linhas de Investigação

As autoridades estão explorando duas linhas principais: a primeira relaciona o assassinato à atuação de Fontes na Polícia Civil, onde ele foi responsável por investigações que resultaram na condenação de líderes do PCC. A segunda hipótese aponta para sua função atual como secretário de Administração em Praia Grande, onde teria acumulado desafetos no setor imobiliário, marcado pela presença da facção criminosa.

Fontes, que havia sido jurado de morte pelo PCC em 2019, expressou preocupações sobre sua segurança, afirmando estar “sozinho” e sem proteção do Estado. O ataque ocorreu quando ele tentava escapar, colidindo com um ônibus antes de ser alvejado. Além dele, um homem e uma mulher que passavam pelo local também foram feridos, mas não correm risco de morte.

Ação Policial

Uma força-tarefa foi criada pelo governador Tarcísio de Freitas para investigar o caso, com a participação de equipes da Rota e do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que o crime revela o nível de violência no Brasil e destacou a importância de uma resposta rápida das autoridades.

O velório de Fontes, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o ex-governador João Doria. Fontes, que deixou mulher e não tinha filhos, foi lembrado por seu trabalho no combate ao crime organizado e pela dedicação à segurança pública. As investigações continuam em ritmo acelerado, com a expectativa de que mais detalhes sobre o caso sejam revelados em breve.

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