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‘Careca do INSS’ é acusado de desviar R$ 6,8 mi para empresas ligadas a chefes

Rubens Oliveira foi detido por omitir informações sobre transações financeiras durante depoimento à CPI do INSS, que investiga corrupção no órgão.

Rubens Oliveira, apontado como intermediário do Careca do INSS, presta depoimento à CPI (Foto: Reprodução)
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  • Rubens Oliveira foi preso em flagrante durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 22 de setembro de 2025.
  • A prisão foi solicitada pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), devido ao risco de fuga e ocultação de provas.
  • Oliveira, associado a Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, omitiu informações sobre pagamentos de R$ 6,8 milhões a consultorias ligadas a ex-chefes do INSS.
  • O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apoiou a decisão de prisão, destacando a importância da integridade da comissão.
  • A detenção de Oliveira pode levar a novas revelações sobre o esquema de corrupção envolvendo benefícios previdenciários.

Rubens Oliveira, apontado como intermediário do esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários, foi preso em flagrante durante seu depoimento à CPI do INSS. A detenção ocorreu na madrugada de 22 de setembro de 2025, após o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), solicitar sua prisão preventiva devido ao risco de fuga e ocultação de provas.

Durante a oitiva, Oliveira, que é associado a Antonio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, omitiu informações cruciais sobre transações financeiras. Ele afirmou que a Prospect Consultoria, empresa de Antunes, pagou R$ 6,8 milhões a firmas ligadas a ex-chefes do INSS. Entre os pagamentos, R$ 1,8 milhão foi destinado à Vênus Consultoria, ligada a um ex-diretor do INSS, e R$ 5 milhões à Curitiba Consultoria, associada à mulher de um procurador afastado.

Detalhes da Investigação

Oliveira negou ser sócio de Antunes, alegando que atuou apenas como administrador financeiro. No entanto, o relator da CPI destacou que ele ocultou documentos e informações relevantes, caracterizando crime de falsidade. A CPI já havia recomendado prisões preventivas, mas a detenção de Oliveira marca um avanço significativo nas investigações.

O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apoiou a decisão de prisão, enfatizando a importância de garantir a integridade da comissão. Oliveira, por sua vez, se recusou a responder a perguntas que poderiam incriminá-lo, invocando seu direito ao silêncio.

Implicações da Prisão

A prisão de Rubens Oliveira pode abrir novas frentes na investigação sobre o esquema de corrupção que envolve altos funcionários do INSS. O relator Gaspar afirmou que a CPI não tolerará impunidade e que a detenção é um passo crucial para desmantelar o esquema. A movimentação financeira das empresas ligadas a Oliveira, que superou R$ 70 milhões em 2024, reforça a gravidade das acusações.

A CPI continua a investigar as irregularidades nos benefícios previdenciários, e a detenção de Oliveira pode levar a novas revelações sobre o envolvimento de outros indivíduos no esquema. O próximo depoimento de Antonio Carlos Antunes está agendado para 24 de setembro.

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