- Mais de 50.000 pessoas protestaram em Valencia neste sábado, marcando o primeiro aniversário das inundações de 2024 que deixaram 229 mortos.
- Os manifestantes exigem a renúncia do presidente regional Carlos Mazón, criticando a resposta tardia das autoridades durante o desastre, um dos mais mortais da Europa nas últimas décadas.
- Eles destacam que alertas de inundação foram enviados apenas às 20h11 de 29 de outubro, mais de 12 horas após o alerta máximo emitido pela agência meteorológica nacional.
- Um estudo recente indica que 71% dos moradores de Valencia acreditam que Mazón deve deixar o cargo.
- Uma cerimônia memorial está prevista para a próxima quarta-feira, com a presença do rei Felipe VI e do primeiro-ministro Pedro Sánchez, para homenagear as vítimas e refletir sobre falhas na resposta.
Mais de 50.000 pessoas protestaram em Valencia, neste sábado, marcando o primeiro aniversário das inundações que deixaram 229 mortos em 2024. Os manifestantes exigiram a renúncia do presidente regional, Carlos Mazón, criticando a resposta tardia das autoridades durante um dos desastres naturais mais mortais da Europa nas últimas décadas.
Os protestos foram motivados pela percepção de que a gestão de Mazón foi inadequada. Os manifestantes destacaram que os alertas de inundação foram enviados apenas às 20h11 do dia 29 de outubro, mais de 12 horas após a agência meteorológica nacional ter emitido o alerta máximo para chuvas torrenciais. Muitas pessoas relataram que, quando receberam as notificações, já estavam enfrentando águas lamacentas que invadiam suas casas.
Críticas à Gestão de Mazón
Os protestos revelaram um profundo descontentamento com a administração de Mazón, que é membro do Partido Popular (PP). Ele tem sido criticado por não ter tomado as medidas necessárias para proteger a população, especialmente os mais vulneráveis, como os idosos. Um estudo recente indicou que 71% dos residentes de Valencia acreditam que Mazón deve deixar o cargo.
Gonzalo Bosch, um dos manifestantes, expressou indignação, afirmando que Mazón “não estava onde deveria estar” durante as inundações. Além disso, a administração regional argumentou que não tinha informações suficientes para emitir alertas mais cedo, gerando ainda mais frustração entre os cidadãos.
Cerimônias e Memoriais
Uma cerimônia memorial está programada para ocorrer na próxima quarta-feira, com a presença do rei Felipe e do primeiro-ministro Pedro Sánchez. O evento visa homenagear as vítimas e refletir sobre as falhas na resposta às inundações. O clima de insatisfação e a pressão por mudanças na liderança regional continuam a crescer, à medida que a população busca justiça e melhorias na gestão de desastres.
Entre na conversa da comunidade