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Lewandowski cobra que Castro assuma responsabilidades ou jogue a toalha

Lewandowski cobra que Castro assuma responsabilidades ou peça GLO; governo federal afirma não ter recebido pedido formal para a megaoperação, e Castro reduz tom após Gleisi

Lewandowski não ter recebido nenhum pedido do governador do Rio sobre megaoperação. (Foto: EFE/Andre Borges)
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  • Lewandowski afirmou que Castro deve “assumir as suas responsabilidades” ou solicitar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO); se não enfrentar a criminalidade, ele deve pedir ajuda federal ou “jogar a toalha”.
  • Castro amenizou críticas ao governo federal após conversa com Gleisi Hoffmann, dizendo que o governo Lula ainda não priorizou a segurança pública e que há necessidade de integração nas ações de combate ao crime.
  • Lewandowski disse não ter recebido pedido formal do governador para a megaoperação no Rio; para a GLO, governadores precisam reconhecer a falência dos órgãos de segurança estaduais.
  • A operação na Zona Norte do Rio é uma das mais letais da cidade, com mais de sessenta mortos, incluindo quatro policiais, e oitenta e uma prisões.
  • A PEC da Segurança Pública também entra em pauta, com Lewandowski afirmando que o governo federal trabalha para viabilizar a cooperação entre as forças; Castro não confirmou pedido oficial, mas destacou negativas anteriores do governo federal.

O debate sobre a segurança no Rio de Janeiro ganhou novos contornos após declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, nesta terça-feira, 28 de outubro. Ele afirmou que o governador Cláudio Castro (PL) deve “assumir as suas responsabilidades” em relação à situação de segurança ou solicitar a implementação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Lewandowski alertou que, caso o governador não consiga enfrentar a criminalidade, ele deve pedir ajuda federal ou “jogar a toalha”.

As críticas de Castro ao governo federal, que acusa de deixá-lo “sozinho nessa guerra”, foram atenuadas após uma conversa com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. O governador ressaltou que o governo Lula ainda não compreendeu a segurança pública como prioridade e que há uma necessidade de integração nas ações de combate ao crime.

Falta de Solicitações Formais

Lewandowski destacou que não recebeu nenhum pedido formal do governador para a megaoperação realizada no Rio. “Não recebi absolutamente nada”, afirmou o ministro. Ele enfatizou que, para que uma GLO seja implementada, os governadores devem reconhecer a falência dos órgãos de segurança estaduais. Isso permitiria que as Forças Armadas atuassem no estado.

A operação atual, que ocorre na Zona Norte do Rio, é considerada uma das mais letais da história da capital fluminense, com mais de 60 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 prisões. O ministro lamentou as mortes, tanto de agentes quanto de civis, e indicou que o combate à criminalidade requer planejamento e coordenação.

Discussão sobre a PEC da Segurança Pública

A discussão sobre a PEC da Segurança Pública também entrou em pauta, com Lewandowski afirmando que o governo federal tem trabalhado para viabilizar a cooperação entre as forças de segurança. Castro, por sua vez, evitou confirmar se fez um pedido oficial de ajuda, mas ressaltou que em outras ocasiões o governo federal negou solicitações do estado. A situação continua a evoluir, com a pressão sobre o governo federal aumentando à medida que a violência persiste no Rio.

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