- Ouattara foi reeleito presidente da Costa do Marfim com 89,77% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral Independente; participação estimada em 50%.
- Os principais rivais, Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam, foram excluídos do pleito, o que facilitou a vitória de Ouattara.
- Durante a campanha houve dez mortes e mais de setecentas detenções; no dia da votação houve poucos incidentes, envolvendo cerca de 2% das urnas.
- A oposição contestou a legitimidade do processo e pediu novas eleições, alegando irregularidades e descrevendo o pleito como uma farsa.
- Desde 2011, Ouattara promove estabilidade econômica, com crescimento médio próximo de 7% ao ano, mas enfrentando desemprego, inflação e tensão no norte; com a reeleição, a sucessão até 2030 passa a tema central para o RHDP, enquanto a oposição busca um candidato viável.
O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, foi reeleito em eleições realizadas no último sábado, com 89,77% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral Independente. A participação foi de cerca de 50%, refletindo um desinteresse considerável entre os eleitores. Os principais rivais de Ouattara, Laurent Gbagbo e Tidjane Thiam, foram excluídos do pleito, o que facilitou sua vitória.
Durante a campanha, o clima foi tenso, com dez mortes e mais de 700 detenções em protestos. Apesar disso, o dia da votação transcorreu com poucos incidentes, limitados a cerca de 2% das urnas. A oposição, que não conseguiu mobilizar seus apoiadores para um boicote efetivo, criticou a legitimidade do processo eleitoral e pediu novas eleições, alegando que o pleito foi uma “farsa”.
Contexto Político e Econômico
Desde que assumiu a presidência em 2011, após uma crise política que resultou em intervenção militar francesa, Ouattara tem promovido estabilidade econômica e crescimento, com uma taxa média de crescimento de 7% ao ano. Entretanto, desafios como o desemprego e a alta dos preços afetam a juventude marfinense. A situação no norte do país também gera preocupação, com tentativas de infiltração de grupos jihadistas.
Com a reeleição, um dos principais tópicos que surgirá será a sucessão de Ouattara, já que ele não poderá concorrer novamente após a reforma constitucional que lhe permitiu um terceiro mandato. Os líderes do seu partido, a Agrupação de Houphouetistas por Democracia e Paz (RHDP), precisam encontrar um sucessor até 2030. A oposição, que busca se reorganizar, também enfrenta a necessidade de apresentar um candidato viável para competir contra a estrutura dominante do RHDP.
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