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Ministro militar reage a fala do presidente do STM sobre ditadura

Ministro do Superior Tribunal Militar critica Rocha por pedir perdão às vítimas da ditadura; sessão ocorreu sem a presidente

Ministro criticou a presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, por perdir perdão às vítimas da ditadura. (Foto: EFE/Andre Borges)
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  • A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, pediu perdão às vítimas da ditadura durante evento em memória ao jornalista Vladimir Herzog, no sábado passado, 25 de outubro, na Catedral da Sé, em São Paulo.
  • Rocha destacou a importância de reconhecer os sofrimentos de quem lutou pela liberdade no Brasil.
  • O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira criticou a fala na sessão do STM realizada na quinta-feira, 30 de outubro, dizendo que Rocha deveria estudar mais sobre a história do Tribunal e não concorda com o conteúdo do discurso.
  • Oliveira afirmou que a declaração foi superficial e teve tom político, dizendo que não gostaria que fosse proferida em nome do STM, pois envolve o plenário.
  • Rocha foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007 e é a primeira mulher a presidir o STM em 217 anos; o tribunal é composto por quinze ministros, cinco civis e dez militares.

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, pediu perdão às vítimas da ditadura durante um evento em memória ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado há 50 anos. A declaração ocorreu no último sábado, 25 de outubro, na Catedral da Sé, em São Paulo, onde a ministra destacou a importância de reconhecer os sofrimentos de diversas pessoas que lutaram pela liberdade no Brasil.

No entanto, a fala de Rocha gerou repercussões negativas entre integrantes da Justiça Militar. O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira criticou a abordagem da presidente durante a sessão do STM realizada na quinta-feira, 30 de outubro. Oliveira, que não concordou com o conteúdo do discurso, sugeriu que Rocha estudasse mais sobre a história do Tribunal antes de se pronunciar sobre o tema.

Críticas à Abordagem

Oliveira expressou sua discordância ao afirmar que a declaração da presidente foi superficial e com uma abordagem política. “Eu só não gostaria que o fizesse em nome do Superior Tribunal Militar, porque isso inclui o plenário e eu, particularmente, discordo do conteúdo daquilo que foi manifestado”, disse o ministro. Ele ressaltou que não há censura ao que Rocha pode ou não falar, mas enfatizou que a fala deveria ser mais cuidadosa.

Maria Elizabeth Rocha, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007, é a primeira mulher a presidir a Justiça Militar em 217 anos. O STM é composto por 15 ministros, sendo 5 civis e 10 militares, nomeados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.

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