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Brasil fortalece compromisso com a abordagem uma só saúde

Brasil celebra três de novembro de 2025 o Dia Mundial e o Dia Nacional de Uma Só Saúde, com ações de vigilância e combate à resistência antimicrobiana

Brasil fortalece compromisso com a abordagem uma só saúde
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  • O Brasil comemora, em 3 de novembro de 2025, o Dia Mundial e o Dia Nacional de Uma Só Saúde, conforme Lei nº 14.792/2024, para promover a interconexão entre saúde humana, animal e ambiental.
  • Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, afirma que a abordagem é essencial, já que ameaças à saúde não respeitam fronteiras e exigem respostas conjuntas.
  • A Organização Mundial da Saúde aponta que cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes têm origem animal.
  • O Grupo Técnico de Uma Só Saúde, criado em 2019, atua para articular estratégias entre setores; o Decreto nº 12.007/2024 instituiu o Comitê Técnico Interinstitucional de Uma Só Saúde, com representantes de 20 órgãos, para elaborar e monitorar o Plano de Ação Nacional.
  • A Aliança Quadripartite lançou, em 2022, um Plano de Ação Conjunto; o Ministério da Saúde adapta essas diretrizes ao contexto brasileiro, promovendo gestão de riscos ambientais e integração institucional.

O Brasil comemora, em 3 de novembro de 2025, o Dia Mundial e o Dia Nacional de Uma Só Saúde, conforme estabelecido pela Lei nº 14.792/2024. A data visa promover a conscientização sobre a interconexão entre saúde humana, animal e ambiental, buscando uma abordagem integrada para enfrentar os desafios globais de saúde pública.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destaca que a abordagem de Uma Só Saúde é crucial, uma vez que as ameaças à saúde não respeitam fronteiras. Ela enfatiza a necessidade de respostas conjuntas entre setores e países para proteger a vida em todas as suas formas. A pandemia de Covid-19 evidenciou essa importância, já que cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes têm origem animal, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde 2019, o Ministério da Saúde tem liderado esforços para consolidar essa agenda através do Grupo Técnico de Uma Só Saúde (GT-Uma Só Saúde). Este grupo visa articular estratégias intersetoriais para vigilância e controle de doenças que afetam tanto humanos quanto animais. O Decreto nº 12.007/2024 criou o Comitê Técnico Interinstitucional de Uma Só Saúde, que reúne representantes de 20 órgãos para elaborar e monitorar o Plano de Ação Nacional.

Integração e Desafios

O Brasil também tem se alinhado às diretrizes da Aliança Quadripartite, que lançou em 2022 um Plano de Ação Conjunto para a Uma Só Saúde. Este plano propõe ações para fortalecer os sistemas de saúde, reduzir riscos de pandemias zoonóticas e controlar doenças negligenciadas. O Ministério da Saúde tem adaptado essas diretrizes ao contexto nacional, promovendo a gestão de riscos ambientais e a articulação entre diferentes instituições.

A abordagem de Uma Só Saúde representa uma mudança de paradigma nas políticas de saúde pública, conectando áreas que tradicionalmente atuam de forma isolada. Entre os avanços estão a integração de sistemas de vigilância epidemiológica e ambiental, e a segurança alimentar. Mariângela Simão conclui que cuidar da saúde das pessoas implica também cuidar do planeta e de todos os seres que nele habitam.

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