- O Tribunal Superior Eleitoral votou pela cassação do governador de Roraima, Antonio Denarium, e do vice Edilson Damião, em 11 de sessão, com placar de dois a zero. O ministro André Mendonça participou do voto, juntando-se ao voto já proferido pela ministra Maria Isabel Galotti, com base em irregularidades na entrega de cestas básicas e de benefícios para reforma de casas durante o ano eleitoral de 2022.
- O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Nunes Marques, sem data definida para retorno.
- A defesa de Denarium busca a anulação da decisão, argumentando que não houve irregularidades na entrega dos benefícios, apenas a reunião de programas sociais já existentes.
- Caso seja confirmada, a cassação implicaria saída imediata dos governantes e convocação de novas eleições; o prazo regulatório de reenvio permanece indefinido.
- Nunes Marques tem até 60 dias para devolver o caso ao TSE, mas o recesso do Judiciário, a partir de 19 de dezembro, pode atrasar a análise, com retorno previsto para fevereiro de 2026, possivelmente próximo às eleições de outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu um passo importante nesta terça-feira, 11, ao votar pela cassação do governador de Roraima, Antonio Denarium, e do vice, Edilson Damião. O ministro André Mendonça foi o responsável pelo voto que, junto ao já proferido pela ministra Maria Isabel Galotti, resultou em um placar de 2 a 0 a favor da cassação. A decisão é baseada em irregularidades na distribuição de cestas básicas e benefícios para reforma de casas durante o ano eleitoral de 2022.
O julgamento, no entanto, foi suspenso após um pedido de vista do ministro Nunes Marques, sem previsão para retorno. A defesa de Denarium busca a anulação da decisão anterior, alegando que não houve irregularidades na entrega dos benefícios, mas sim a reunião de programas sociais já existentes.
Consequências da Cassação
A cassação, se confirmada, resultará na saída imediata dos governantes e na convocação de novas eleições. A defesa argumenta que a ampliação do Programa Cesta da Família e a execução do Programa Morar Melhor não constituem abusos, mas sim ações legítimas. Mendonça, em seu voto, destacou que o impacto de 40 mil novas famílias atendidas poderia influenciar o pleito eleitoral, caracterizando conduta vedada pela legislação.
O processo ainda deve passar por mais etapas. Nunes Marques tem até 60 dias para devolver o caso ao TSE, mas o recesso do Judiciário, que se inicia em 19 de dezembro, pode atrasar a análise. O retorno está previsto para fevereiro de 2026, o que poderá coincidir com a proximidade das eleições gerais de outubro.
A situação continua em desenvolvimento, e a decisão final do TSE poderá ter um impacto significativo na política de Roraima e no cenário eleitoral do Brasil.
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