- O Brasil reafirmou o compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a COP30, com foco na adaptação às crises climáticas.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou ações estruturantes em vigilância, inovação e acesso a vacinas para proteger populações vulneráveis.
- Foi anunciada a criação do Centro Nacional de Competências em Insumos Farmacêuticos Ativos, com investimento de R$ 60 milhões, para incentivar produção a partir da biodiversidade amazônica, com parcerias internacionais e colaboração de instituições científicas locais.
- Compromissos financeiros internacionais de cerca de R$ 1,5 bilhão (aproximadamente US$ 300 milhões) foram garantidos para apoiar as ações da conferência, com interesse de instituições filantrópicas e bancos de desenvolvimento.
- O Ministério da Saúde detalhou cinco eixos estratégicos, incluindo o Plano de Ação em Saúde de Belém (PASB), já com apoio de França, Japão e Reino Unido, para fortalecer vigilância e políticas de adaptação climática.
O Brasil reafirmou seu compromisso em fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) durante a COP30, com foco na adaptação às crises climáticas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de ações estruturantes em vigilância, inovação e acesso a vacinas para proteger as populações vulneráveis. O evento, realizado no estande do Ministério do Meio Ambiente, abordou a necessidade de integrar saúde e clima.
Como parte das iniciativas, Padilha anunciou a criação de um Centro Nacional de Competências em Insumos Farmacêuticos Ativos, com investimento de R$ 60 milhões. O objetivo é fomentar a produção de tecnologias a partir da biodiversidade amazônica, exigindo parcerias internacionais e a colaboração de instituições científicas locais. O ministro enfatizou que essa abordagem gera conhecimento e desenvolvimento para a região.
Além disso, foram garantidos compromissos financeiros internacionais de aproximadamente R$ 1,5 bilhão (cerca de US$ 300 milhões) para apoiar as ações pactuadas na conferência. Instituições filantrópicas e bancos de desenvolvimento manifestaram interesse em financiar iniciativas de adaptação no setor de saúde.
Diretrizes Estratégicas
O Ministério da Saúde delineou cinco eixos estratégicos que guiarão a política nacional de saúde climática. Entre as ações, destaca-se o Plano de Ação em Saúde de Belém (PASB), que visa fortalecer sistemas de vigilância e promover políticas baseadas em evidências para enfrentar os riscos climáticos. Este plano já conta com o apoio de países como França, Japão e Reino Unido.
Padilha reforçou que a crise climática é uma crise de saúde pública e que o Brasil está determinado a integrar saúde e clima em sua diplomacia. Ele afirmou que o governo não se limitará a celebrar adesões, mas defenderá ativamente a adaptação dos sistemas de saúde em fóruns internacionais.
Entre na conversa da comunidade