- O tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope, negou a versão do governador Cláudio Castro sobre o “Muro do Bope” e disse que não houve posicionamento prévio na Serra da Misericórdia.
- Castro afirmou que a estratégia visava encurralar traficantes e evitar confrontos em áreas habitadas; segundo o governador, os confrontos ocorreram principalmente em mata para proteger a população.
- Corbage afirmou que criminosos se deslocaram para a mata para emboscar policiais, resultando em confronto que não foi planejado pela equipe do Bope.
- Imagens de drones mostraram movimento ordenado dos criminosos, sugerindo preparação para ataque às forças; a operação teria sido planejada por cerca de sessenta dias.
- O Bope utilizou o conceito de “Muro do Bope” como linha de contenção para direcionar suspeitos para o topo do morro; persiste dúvida sobre planejamento prévio ou armadilha criminosa.
O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), tenente-coronel Marcelo Corbage, desmentiu a declaração do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sobre a operação conhecida como “Muro do Bope”. Castro havia afirmado que a estratégia foi planejada para encurralar traficantes e minimizar confrontos em áreas habitadas. Corbage, em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, contradisse essa versão, afirmando que não houve posicionamento prévio dos policiais na Serra da Misericórdia.
O governador justificou que os confrontos ocorreram majoritariamente em áreas de mata, sendo uma estratégia para evitar que a população fosse afetada. “Os confrontos estão acontecendo… foi pensado para encurralá-los lá para que a população sentisse o mínimo possível”, declarou Castro. Por outro lado, Corbage afirmou que os criminosos se deslocaram para a mata com a intenção de emboscar os policiais civis, o que resultou em um confronto que não foi planejado pela equipe do Bope.
Divergências nas Informações
Corbage explicou que imagens de drones mostraram os criminosos se movendo de forma ordenada, sugerindo que eles estavam se preparando para um ataque às forças de segurança. O comandante enfatizou que a operação do Bope, que levou 60 dias de planejamento, visava avançar sobre um território dominado pelo crime organizado. O “Muro do Bope” funcionou como uma linha de contenção para direcionar os suspeitos para o topo do morro.
Ainda permanece a dúvida sobre se houve um posicionamento prévio dos policiais ou se a ação foi uma armadilha criada pelos criminosos. A tensão entre as versões apresentadas pelos oficiais levanta questionamentos sobre a eficácia e o planejamento das operações de segurança na região.
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