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Lula sanciona lei que proíbe o uso de linguagem neutra nos órgãos públicos

O projeto também estabelece outras medidas como escrever de forma curta e de fácil compreensão

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.263/2025, que estabelece a Política Nacional de Linguagem Simples e proíbe o uso de linguagem neutra em órgãos públicos.
  • A norma visa padronizar textos oficiais para facilitar a compreensão da população e reduzir custos com esclarecimentos de textos complexos.
  • As principais medidas incluem: escrever frases na ordem normal, usar frases curtas, abordar uma ideia por parágrafo, preferir palavras comuns, substituir termos técnicos por palavras simples e evitar palavras ofensivas.
  • A lei também recomenda a publicação de documentos em idiomas indígenas quando o texto for direcionado a essas comunidades.
  • Cada nível de governo será responsável por implementar a Política de Linguagem Simples, o que pode incluir atualizações em páginas oficiais e treinamento de servidores.

Nesta segunda-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.263/2025, aprovada pelo Congresso, que estabelece a Política Nacional de Linguagem Simples e proíbe o uso de linguagem neutra em órgãos públicos

As normas foram publicadas no Diário Oficial da União e têm como foco padronizar textos de fontes oficiais para que sejam de fácil entendimento para toda a população brasileira. Isso também ajudaria o governo, que passaria a gastar menos recursos para atender dúvidas geradas por textos considerados complexos.

As medidas instituídas foram:

  • Escrever as frases na ordem normal (sujeito, verbo e complemento).
  • Usar frases curtas.
  • Trabalhar apenas uma ideia por parágrafo.
  • Preferir palavras comuns e fáceis de entender.
  • Substituir termos técnicos por palavras simples ou explicá-los no texto.
  • Evitar palavras estrangeiras que não sejam muito usadas no dia a dia.
  • Não usar palavras ofensivas.
  • Colocar o nome completo antes de usar siglas.
  • Organizar o texto com listas, tabelas ou gráficos quando fizer sentido.
  • Começar sempre pelas informações mais importantes.
  • Não criar novas formas de gênero ou número fora das regras oficiais da língua portuguesa.

Além disso, quando o texto for direcionado a indígenas, a lei recomenda a publicação de um segundo documento no idioma da comunidade.

Cada poder público, em todos os níveis da federação  (federal, estadual, distrital e municipal)  ficará responsável por definir como a Política de Linguagem Simples será executada, estabelecendo normas internas, procedimentos e instrumentos próprios.

Isso pode gerar, por exemplo, atualizações nas páginas oficiais, reescrita de documentos, treinamento de servidores, desenvolvimento de guias de comunicação e outras mudanças.

A linguagem neutra é uma forma informal de alterar palavras da língua portuguesa, especialmente pronomes, para incluir opções além do masculino e do feminino, com foco em uma projeção neutra. Alguns exemplos são os pronomes “elu/delu” e o uso de “todes”.

O principal motivo do uso da linguagem neutra, adotada sobretudo pela comunidade LGBTQIA+, é promover inclusão de todos os gêneros ao instituir uma neutralidade de gênero em textos, que abrange o público masculino, feminino e pessoas que não se encaixam em delimitações binárias de gênero.

A linguagem neutra já foi pauta de discussões durante o mandato atual do presidente Lula, como na cerimônia de posse do ministro Padilha onde a palavra “todes” foi usada durante seu discurso de posse.

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