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Governo trava convocação da CPMI do INSS e busca blindar Messias

Base governista adia votação do requerimento que convoca Jorge Messias na CPMI do INSS, ganhando tempo para acalmar clima antes da sabatina no Senado

Jorge Messias
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  • A base governista adiou para a próxima quinta-feira (4) a votação do requerimento que convoca o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a CPMI do INSS.
  • O objetivo é evitar desgaste político antes da sabatina de Messias no Senado, onde a aprovação depende de votos da base governista.
  • A decisão ocorreu em reunião fechada da CPMI, após o presidente do colegiado, Carlos Viana, ter inicialmente colocado a pauta em discussão.
  • Com o recuo, Messias não irá depor na CPMI neste momento e passará a concentrar as ações na sabatina, prevista no Senado.
  • A oposição afirma ter votos para barrar a convocação, alegando que o depoimento seria o mais sensível politicamente até o momento.

A base governista adiou a votação do requerimento que convocaria o advogado-geral da União, Jorge Messias, na CPMI do INSS. A decisão ocorreu às vésperas da sabatina de Messias no Senado, considerada crucial para a confirmação dele no STF. O governo avaliou que a oitiva na CPMI poderia gerar desgaste político.

A CPMI recuou da convocação durante reunião fechada, dando ao governo mais uma semana para acalmar os ânimos. Messias permanece fora da linha de depoimento na comissão neste momento, mantendo o foco no Senado, onde a aprovação depende de votos da base do governo.

Contextualização do movimento

O líder da base, o senador Carlos Viana, havia colocado a votação em pauta para esta quinta-feira, 27, com a expectativa de que Messias fosse ouvido antes da CCJ, marcada para 10 de dezembro. O recuo evita confrontos imediatos.

Parlamentares da CPMI destacam que o tema envolve a atuação da AGU na prevenção e responsabilização de fraudes em benefícios do INSS. Alegam que o depoimento seria relevante para esclarecer atrasos na atuação frente a denúncias de irregularidades.

Contexto político e perspectiva

A oposição já sinaliza resistência à oitiva, defendendo que o momento seria inadequado. A avaliação interna no governo é de que o depoimento pode desorganizar o cronograma de aprovação no Senado, que depende de votos da base governista para confirmar Messias no STF.

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