- O deputado federal Aécio Neves reassumiu a presidência do PSDB nesta quinta-feira, 27, em Brasília, por dois anos, substituindo Marconi Perillo.
- A liderança busca recuperar fôlego diante da cláusula de barreira de 2026 e manter o partido ativo na cena nacional.
- Aécio sinalizou possível apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caso ele concorra à Presidência, desde que não seja “candidato apenas de Bolsonaro”; negociações estão em curso.
- O retorno ocorre em meio a derrotas históricas do PSDB, com apenas treze deputados federais e três senadores, e saída de nomes relevantes para outros partidos.
- Em discurso, citou reconciliação nacional e discussão sobre qualidade do gasto público; estiveram presentes dirigentes de outros partidos que criticam o PT.
Aécio Neves reassumiu nesta quinta-feira a presidência do PSDB, oito anos após deixar o cargo. O retorno tem como objetivo recuperar fôlego do partido diante da cláusula de barreira prevista para 2026. A cerimônia ocorreu em Brasília, com Aécio substituindo Marconi Perillo, que deve disputar o governo de Goiás.
O novo presidente ficará no comando por dois anos. O objetivo declarado é fortalecer a sigla frente aos desafios eleitorais e à redução de espaços no Congresso, onde o PSDB hoje soma 13 deputados federais e três senadores.
Retorno ao comando
Em seu discurso, Aécio apontou a necessidade de enfrentar a polarização e promover a reconciliação nacional, enfatizando a discussão sobre gastos públicos. Também cobrou amadurecimento do debate político e ressaltou a importância de condições para o centrismo nas alianças.
Aécio sinalizou possibilidade de apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caso este concorra à Presidência. A condição é que a aliança não seja vista como apoio exclusivo a Bolsonaro, e as negociações já estão em curso.
Implicações e cenário atual
Durante a cerimônia, participaram reforços de apoio de outras legendas da direita, incluindo o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. O tom dos pronunciamentos foi de fortalecimento do debate político no Congresso.
O histórico recente do PSDB mostra forte encolhimento: o partido não elegeu prefeitos em capitais no último ciclo, acumulando críticas por ligações com operações da Lava Jato. O retorno de Aécio ocorre em meio a esse contexto de perdas eleitorais e desidratação da sigla.
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