- Rachida Dati, ministra da Cultura e figura da direita gaullista, lidera a campanha para ser alcaldesa de Paris na próxima primavera, com sondagens que a apontam entre as favoritas.
- Ela promove lei e ordem e destaca sua origem humilde; a história é marcada por uma sequência simbólica com um camião de lixo para ilustrar proximidade com trabalhadores.
- É titular do distrito VII de Paris desde 2008 e permanece favorita em pesquisas, embora seus rivais ressaltem que a candidatura pode polarizar o debate.
- Enfrenta controvérsias passadas, incluindo o escândalo envolvendo o Louvre e acusações de corrupção ligadas ao ex-presidente Nicolas Sarkozy.
- Propõe a criação de France Médias, um holding único para agrupar Televisions da França, Rádio França e INA, para fortalecer a soberania audiovisual, o que enfrenta oposição de sindicatos.
Rachida Dati, ministra da Cultura da França, aparece como figura central na disputa para a prefeitura de Paris. Sinais de campanha indicam chances de vitória na próxima primavera, com pesquisas mantendo-a entre as favoritas. Promessas de lei e ordem ganham destaque, junto à reforma dos meios públicos com France Médias.
Ela é conhecida pela atuação política desde a gestão pública em Paris, além de ter passado pelo Ministério da Justiça sob Sarkozy. A trajetória inclui episódios polêmicos, como a associação com o caso Louvre, que permanece como referência na avaliação de sua carreira.
Campanha traça um eixo de origem humilde e empenho, reforçado por propostas de governança firme na cidade. Dati afirma que, se eleita, Paris estará “limpa” graças a políticas de limpeza urbana e eficiência administrativa. A liderança já ocupa o distrito VII desde 2008.
A reforma proposta para os meios públicos envolve a criação de um holding único, France Médias, reunindo France Télévisions, Radio France e INA. A ideia visa soberania audiovisual e coordenação entre meios públicos, segundo a deputada.
Cenário político aponta para resistência de parte da oposição e de sindicatos, que temem redução de diversidade e maior controle. Críticas se concentram na gestão cultural e numa possível centralização de decisões no setor público.
Entre correligionários e rivais, a percepção é de que Dati reúne notoriedade e forte marca pessoal, mas polariza o debate. Pesquisas recentes apontam nuances de apoio, com oscilação de intenções de voto conforme o tema da campanha.