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Artistas protestam Alligator Alcatraz no Scope Art Show

Instalação na Scope Art Show, apoiada pela Anistia Internacional, pressiona pelo fechamento de Alligator Alcatraz, citando abusos, condições insalubres e falhas no acesso à justiça

Miami artist Agua Dulce Gloriosa’s Untitled (a hope is but a dream is but a plan yet put to action) (2025)
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  • Uma instalação na Scope Art Show, em Miami, organizada pela Amnesty International, destaca supostos abusos “com autorização do governo” na prisão de imigração Alligator Alcatraz, no Everglades.
  • Obras de Agua Dulce Gloriosa e Clarence James fazem parte do projeto Cruelty Is Their Point—But Another World is Possible, que convida o público a assinar uma petição pela fechamento da prisão.
  • A mostra inclui um apelo da organização para que comunidades aprendam, atuem e unam-se ao movimento pela encerrar da instituição.
  • As obras não estão à venda e a Amnesty cita relatos de condições insalubres, falta de acesso a advogados e denúncias de tratamento cruel desde a abertura, em julho de dois mil e vinte e cinco.
  • A detenção é administrada pelo estado da Flórida, em parceria com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, e houve reposta do governo estadual contestando as acusações.

A Scope Art Show, em Miami, apresenta obras de Agua Dulce Gloriosa e Clarence James como parte de uma iniciativa da Amnesty International. O projeto Cruelty Is Their Point—But Another World is Possible convida o público a assinar uma petição que exige o fechamento do Alligator Alcatraz, prisão de imigração sob gestão estadual. A peça de Gloriosa é um altar com flores e itens simbólicos, enquanto a de James é uma montagem de recortes e fotografias.

As obras não estão à venda e o objetivo é estimular reflexão, ação e mobilização para encerrar a instalação. A Amnesty destaca que, desde a abertura, há alegações de negação de due process, indivíduos detidos desaparecidos e dificuldades de acesso a advogados, além de condições consideradas degradantes.

Contexto e detalhes

O Alligator Alcatraz fica no entorno do Big Cypress National Preserve, na Flórida, e é gerido pela Division of Emergency Management (FDEM) em parceria com o DHS. A criação da prisão foi anunciada no fim de junho e abriu em 3 de julho de 2025, marcando o primeiro cárcere federal de imigração administrado por um estado.

Relatos de condições insalubres, com mosquitos, alimentação inadequada, calor excessivo e falta de higiene básica também foram mencionados pela Amnesty, que aponta falhas no acesso à justiça e possíveis falhas administrativas. A instituição tem sido alvo de cobranças públicas e de cobertura jornalística sobre tratamento de migrantes.

Reação oficial

A equipe de comunicação do governador da Flórida contestou as acusações, afirmando que as alegações não possuem comprovação e podem comprometer a segurança de trabalhadores e detidos. A assessoria reforçou a necessidade de evitar desinformação ao tratar do tema. A situação permanece sob escrutínio de organismos de direitos humanos e imprensa.

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