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Alerj vota 42 a 21 para revogar prisão de Rodrigo Bacellar

Alerj revoga prisão preventiva de Rodrigo Bacellar; ele deixará a prisão e poderá responder em liberdade, com a investigação ainda no STF

Rodrigo Bacellar, preso por vazar informações sobre Operação da PF Foto: Thiago Lontra/Alerj
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  • Em sessão nesta segunda-feira, 8, a Alerj votou pela revogação da prisão preventiva do presidente Rodrigo Bacellar (União), com 42 votos a favor, 21 contra e duas abstenções.
  • A decisão relaxa a preventiva, e Bacellar poderá responder às acusações em liberdade; a investigação, porém, segue no STF.
  • A prisão foi decretada na operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, e apura vazamento de informações da operação Zargun para TH Joias.
  • Testemunhos apontaram contatos entre Bacellar e TH Joias na véspera da operação; houve mensagens com imagens de objetos e de policiais na casa do ex-parlamentar.
  • Bacellar afirmou que a relação com TH Joias era institucional e que não interferiria em ações que envolvessem o ex-deputado.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu nesta segunda-feira pela revogação da prisão preventiva do presidente da casa, Rodrigo Bacellar (União). A medida foi aprovada por 42 votos a favor, 21 contra e duas abstenções, superando os 36 votos necessários para flexibilizar a detenção. Bacellar deixa a prisão e poderá responder aos atos em liberdade; a apuração segue no STF.

A investigação, iniciada com a Operação Unha e Carne deflagrada pela Polícia Federal, apura vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun para o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Ao longo das apurações, depoimentos apontaram contatos entre Bacellar e TH Joias, além de mensagens entre os dois.

Segundo a PF, Bacellar relatou ter recebido de um número não identificado uma ligação de TH Joias na véspera da operação, questionando rumores sobre a atuação policial. Em depoimento, o presidente da Alerj disse que não buscou entregar colegas ou proteger alguém que agisse de forma irregular. Mensagens trafegadas mostram TH Joias enviando vídeos e alegações de que agentes poderiam agir.

Durante as investigações, TH Joias enviou conteúdos que mostravam a aproximação de agentes com a residência do ex-parlamentar, o que gerou novas perguntas à PF sobre o comportamento do então presidente da Alerj. Bacellar afirmou que a relação com TH Joias era institucional e que o histórico do ex-deputado não deveria influenciar decisões internas, ainda que houvesse rumores sobre sua atuação.

Com a decisão da maioria na Alerj, Bacellar deixa a prisão e permanece sob investigação no STF. O andamento do caso envolve a coleta de novas evidências e eventual continuidade de medidas judiciais, sem qualquer conclusão ou opinião no texto.

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