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Justiça pode liberar materiais do caso Maxwell, diz juiz

Justiça pode tornar público material investigativo de Epstein e Maxwell em até dez dias, com 18 categorias incluídas e divulgação até dezenove de dezembro

Audrey Strauss, US attorney for the southern district of New York, points at an image of Jeffrey Epstein and Ghislaine Maxwell in New York on 21 July 2020. Photograph: Johannes Eisele/AFP/Getty Images
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  • Um juiz federal autorizou o Departamento de Justiça a tornar públicos materiais investigativos do caso de tráfico sexual de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, após a Epstein Files Transparency Act, com liberação em até 10 dias.
  • A lei exige que registros relacionados a Epstein sejam disponibilizados ao público em formato pesquisável até 19 de dezembro.
  • O conjunto de materiais pode incluir 18 categorias, como mandados de busca, registros financeiros, notas de entrevistas com sobreviventes e dados de dispositivos.
  • Tribunais da Flórida e de Nova York já favoreceram a divulgação; há pedidos pendentes, incluindo registros do caso de 2019.
  • Epstein foi preso em julho de 2019 e morreu em cela federal no mesmo ano; Maxwell foi condenada em dezembro de 2021 e cumpre 20 anos de prisão.

Um juiz federal afirmou que o Departamento de Justiça pode tornar públicos materiais investigativos do caso de tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, com a liberação em até 10 dias, conforme a Lei de Transparência de Arquivos Epstein. A norma obriga que registros relacionados a Epstein sejam tornados disponíveis ao público em formato pesquisável até 19 de dezembro.

Ministros de Nova York já haviam autorizado a divulgação de transcrições e peças de investigações anteriores. A decisão de Engelmayer amplia para 18 categorias de materiais, incluindo mandados de busca, dados de dispositivos e registros financeiros. Pesquisas anteriores já haviam liberado milhares de páginas por meio de ações legais e FOIA.

A descoberta está vinculada à Lei de Transparência de Arquivos Epstein, aprovada no mês passado e sancionada pelo ex-presidente Donald Trump. Três juízes—dois em New York e um na Flórida—já autorizavam o compartilhamento de registros anteriormente confidenciais, em meio a pedidos pendentes sobre investigações de 2019.

Avanço na divulgação

Segundo o governo, os materiais a serem tornados públicos incluem notas de entrevistas com vítimas, dados de dispositivos eletrônicos e documentos de investigações anteriores em Florida. A Justiça informou que irá redatar para proteger identidades de sobreviventes e evitar imagens sexualizadas.

Diversos registros já haviam sido disponibilizados ao público por meio de processos civis, ações legais e FOIA, com foco em atividades de Epstein e Maxwell na década de 2000. Entre os documentos já liberados estão materiais da polícia de Palm Beach e do escritório do procurador dos EUA naquela região.

A justiça informou que há especial cuidado com a proteção de vítimas, mantendo o equilíbrio entre transparência e privacidade. Além de transcrições de investigações em curso, também estão em avaliação registros de 2019 e de acordos que envolveram Epstein em 2008, quando ele teve tratamento diferenciado por um acordo estatal.

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