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PP do Paraná veta candidatura de Moro e aprofunda racha com o União

Diretório do PP no Paraná veta candidatura de Sergio Moro, aprofundando o racha na federação União Progressista e ampliando o isolamento da sigla

Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro de Bolsonaro, se tornou senador pelo União Brasil. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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  • Por unanimidade, o diretório do PP no Paraná vetou a candidatura do senador Sergio Moro à sucessão de Ratinho Junior em 2026.
  • Para concorrer, Moro precisaria deixar a federação União Progressista, o que ampliaria o isolamento da sigla e estimularia uma reorganização interna.
  • A bancada e lideranças defendem manter a aliança com Ratinho Junior e apoiar o escolhido por ele para sucedê-lo, o governador Guto Silva.
  • Também se discute candidatura própria de Cida Borghetti; cerca de sessenta prefeitos já se desfiliaram da União e do PP, e dois deputados deixaram as siglas (Filipe Francischini e Pedro Lupion).
  • A reunião desta segunda-feira contou com a presença do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, em meio a avaliação de reorganização da federação.

O diretório do PP no Paraná votou por unanimidade para vetar a candidatura do senador Sergio Moro (União) à sucessão do governador Ratinho Junior (PSD) em 2026. A decisão, tomada nesta segunda-feira (8), reforça o racha na federação União Progressista.

Moro depende de deixar a federação para registrar candidatura. A posição do comitê estadual surge em meio a disputas internas sobre manter a aliança com Ratinho e apoiar o favorito do governo, o secretário de Cidades, Guto Silva. Também é cogitada uma candidatura própria da ex-governadora Cida Borghetti.

A orientação do diretório paranaense aponta para reorganização da base. O veto pode ampliar isolamento da federação e impactar as chapas proporcionais em 2026. O debate ganhou peso com a participação da presidente nacional do PP, Bia Kicis, e de Ciro Nogueira, líder do partido em nível nacional.

Desdobramentos na federação

Com movimentos de mudança, cerca de 60 prefeitos deixaram União ou PP nos últimos meses. Dois deputados federais também migraram siglas: Filipe Francischini e Pedro Lupion. Dirigentes avaliam que manter Moro na disputa criaria mais afastamento político e prejudicaria as coligações proporcionais, reforçando a necessidade de reorganização.

No entorno do processo, o grupo ligado a Ratinho Junior segue defendendo a continuidade da aliança, enquanto a bancada busca consistência para as futuras eleições. A avaliação é de que a candidatura de Moro representaria um desnível estratégico para a atuação da federação no estado.

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