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Senado pede STF que suspenda liminar de Gilmar Mendes sobre impeachment

Senado pede suspensão da liminar de Gilmar Mendes que restringe denúncias de impeachment; votação no plenário virtual é cancelada e debate é ampliado

Votação da decisão monocrática de Gilmar Mendes está agendada para sexta (12) no plenário virtual do STF. (Foto: Carlos Moura/STF)
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  • O Senado pediu ao STF a suspensão da liminar de Gilmar Mendes que alterou as regras de impeachment de ministros da Corte e solicitou o cancelamento da votação no plenário virtual marcada para sexta-feira.
  • A liminar tirou dos cidadãos a possibilidade de apresentar denúncias de crimes de responsabilidade contra ministros do STF, transferindo essa prerrogativa para a Procuradoria-Geral da República.
  • O Senado afirma que a decisão cria zonas de dúvida interpretativa e prejudica o andamento do processo legislativo, dificultando a conclusão do projeto de atualização da lei do impeachment.
  • A Comissão de Constituição e Justiça adiou a votação do texto, com o relator Weverton Rocha defendendo a necessidade de ampliar o debate com órgãos afetados, entre eles Judiciário, Executivo, militares e gestores estaduais e municipais.
  • O projeto, proposto em dois mil e vinte e três, restringe a apresentação de pedidos de impeachment a entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos com representação no Congresso e à própria Procuradoria-Geral da República; cidadãos podem participar apenas por meio de abaixo-assinado de um por cento do eleitorado, e a matéria segue para a Câmara dos Deputados.

O Senado pediu ao STF a suspensão da liminar de Gilmar Mendes que alterou as regras de impeachment, alegando interferência no processo legislativo em andamento. A votação prevista para sexta-feira, em plenário virtual, também deve ser cancelada.

A CCJ do Senado adiou a votação do projeto que atualiza a legislação. O relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA), disse que é preciso ampliar o debate com órgãos afetados, além de ministros, presidentes, militares e gestores públicos.

O projeto propõe uma “reorganização da legitimidade” para pedir impeachment, restringindo o mecanismo a entidades como OAB, partidos com representação no Congresso e à própria PGR. Cidadãos poderiam participar apenas via abaixo-assinado de 1% do eleitorado.

O relator aponta que o tema envolve mais que ministros; forças armadas e Ministério Público também foram consultados. Sugestões de senadores da oposição foram recebidas para ajustar pontos e evitar distorções.

A proposta tramita de forma terminativa, ou seja, sem plenário, avançando para a Câmara dos Deputados. Ela foi apresentada em 2023, ainda na gestão de Rodrigo Pacheco à frente do Senado.

Subtítulo

Mudanças no tema e no desenho do processo de impeachment: impactos e próximos passos

A análise do conteúdo segue a linha de que a liminar de Mendes cria dúvidas interpretativas e pode retardar a conclusão de ajustes no marco legal. O Senado enfatiza a necessidade de um debate amplo.

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