- A oposição australiana deve, nas próximas semanas, apresentar os “princípios” de sua abordagem para imigração, incluindo reduzir a migração líquida sem fixar metas e acelerar as deportações.
- Também discute limitar a possibilidade de apresentar novas evidências em recursos, com o objetivo de reduzir o backlog de proteção, que passa de 100.000 casos até outubro de 2025.
- O plano contempla ampliar poderes de recusa e medidas para tornar o processo mais ágil, incluindo ações para acelerar remoções de quem tem visto negado.
- Há propostas sobre universidades com grande número de estudantes internacionais e sobre o papel delas no ensino, moradia e no equilíbrio entre demanda doméstica e estrangeira.
- Especialistas alertam que reduzir direitos processuais tende a gerar mais recursos e manter pessoas em indefinição por anos, enquanto a oposição considera que não há atalhos para corrigir o atraso.
Oposição na Austrália prepara o esboço de uma nova linha de imigração. Em semanas, deve revelar os “princípios” de sua abordagem, incluindo redução da migração líquida sem metas definidas, ampliação de poderes de recusa e aceleração de deportações. Medidas também apontam para restringir a apresentação de novas evidências em recursos.
A ideia é combater o backlog de proteção, que supera 100 mil casos, segundo números do Departamento de Assuntos Internos. O material de discussão indica ações sobre universidades com alta participação de estudantes internacionais e possíveis restrições a políticas habitacionais para imigrantes.
Contexto da discussão
O texto de estudo interno acusa o governo de ter um regime de vistos quebrado e de falhar ao conter atores que exploram brechas. A oposição também avalia reduzir direitos processuais para requerentes de asilo, o que poderia aumentar recursos de tribunais. Pesquisadores divergem quanto à eficácia dessas mudanças.
Acenos às críticas e dados
Especialistas ouvidos destacam que retirar direitos de recursos pode piorar a morosidade e manter pessoas em indefinição por anos, dificultando deportações. Líder da coalizão, Sussan Ley, deve apresentar os princípios na próxima semana, em meio a debate entre legisladores.
A discussão também aborda o papel de universidades com muitos estudantes estrangeiros e o impacto na oferta de moradia, além de questionar restrições a compras de imóveis por não cidadãos. O governo já proibiu novos investimentos estrangeiros em imóveis existentes por dois anos.
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