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Haddad pode deixar a Fazenda para atuar na campanha de Lula

Ministro Haddad sinaliza deixar a Fazenda para atuar mais na campanha de Lula em 2026, sem coordenar, citando reinvenção dos Correios e desafio da Eletronuclear

Haddad afirma que pode deixar o comando do Ministério da Fazenda para colaborara com a campanha do presidente Lula. (Foto: Diogo Zacarias/MF)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que pode deixar a pasta para atuar de forma mais ativa na campanha de Lula em 2026, sem concorrer.
  • Ele afirmou não ser candidato no próximo pleito e que pretende contribuir para o programa de governo e para estruturar a campanha, sem coordená-la; a data de saída não foi definida.
  • Lula reagiu de forma amigável à possibilidade, e Haddad disse estar à disposição do partido para o que for designado.
  • Em relação aos Correios, Haddad pediu reinvenção da estatal para reverter o rombo financeiro; o governo autorizou garantia de 20 bilhões de reais para empréstimo à empresa.
  • O ministro citou a Eletronuclear como desafio histórico, e sugeriu que parcerias com a Caixa Econômica ou outros bancos podem ampliar a capilaridade dos serviços, além de comentar a queda da produtividade legislativa.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira 11 que pode deixar a pasta para atuar de forma mais direta na campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Ele reiterou que não pretende concorrer no próximo pleito, mas quer contribuir para o programa de governo. Haddad relatou ter informado o presidente sobre a ideia, que recebeu sinalização positiva. A data da possível saída não foi definida.

Segundo Haddad, a ideia é colocar-se à disposição do PT para tarefas designadas, sem atuar como coordenador da campanha. O ministro destacou que a decisão depende de convergência entre partido e governo, e que não há confirmação de um prazo para a transição. Ele também mencionou que a discussão ocorre no âmbito do próprio entendimento entre as lideranças.

Correios e governança de estatais

Em entrevista ao O Globo, Haddad disse que os Correios precisam de uma reinvenção para reduzir perdas financeiras. O rombo anual, até setembro de 2025, alcançou cerca de 6 bilhões de reais, quase o triplo do registrado em igual período de 2024. O ministro citou possibilidades de parceria com a Caixa Econômica Federal e outros bancos para ampliar a capilaridade dos serviços.

O ministro apontou ainda a Eletronuclear como outro desafio histórico para o governo. Ele afirmou que as duas estatais demandam cuidadoso planejamento e reformas para reverter o quadro. Além disso, Haddad avaliou que a agenda econômica tem perdido ritmo de atuação, citando menor produtividade legislativa e maior oposição como fatores que dificultam a pauta governista.

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