- Sarah Mullally, bispa de Londres desde 2018, é anunciada como futura arcebispa de Canterbury.
- Nova denúncia aponta má gestão de uma queixa de 2020 contra Mullally; a vítima referida como N alegou abuso em 2014 e queixa foi comunicada à Diocese de Londres.
- A queixa será avaliada pelo Arcebispo de York, Stephen Cottrell, com possibilidade de encaminhamento a um tribunal e de reformas de procedimentos.
- Mullally afirmou que a vítima foi “deixada para baixo” e que deseja garantias de que os procedimentos foram fortalecidos; a Diocese de Londres diz ter seguido os devidos processos na época.
- The Lambeth Palace pediu desculpas por erros administrativos que impediram o andamento da denúncia e informou que medidas urgentes estão sendo tomadas para que o caso siga o devido rito.
Dame Sarah Mullally, atual Bispa de Londres, enfrenta nova denúncia sobre a forma como lidou com uma queixa de 2020 relacionada a abusos. A notícia chega às vésperas de sua posse como Arcebispa de Canterbury, anunciada para o próximo mês.
A queixa, reconhecida, será avaliada pelo Arcebispo de York, Stephen Cottrell. Ele pode encaminhar o caso a um tribunal ou recomendar reformar processos. Mullally já foi alvo de críticas sobre a gestão de denúncias anteriores.
Segundo a Igreja da Inglaterra, houve falhas administrativas em 2020 que impediram que a queixa recebesse andamento adequado. O comitente afirmou que Mullally não foi informada na época, e que medidas urgentes estão sendo tomadas para retomar o processo.
Contexto e próximos passos
A denúncia envolve o tratamento de uma queixa contra um padre em Londres, apresentada por uma vítima identificada apenas como N. A Igreja informou que o processo seguirá o procedimento estatutário relevante.
N afirmou que a condução da Diocese de Londres e de Mullally contribuiu para um abalo emocional grave, com impactos na saúde. A diocese disse ter seguido os devidos protocolos, mas reconhece falhas administrativas.
Lambeth Palace, residência oficial do Arcebispo de Canterbury, confirmou que a queixa de 2020 não foi seguida adiante por ter havido erro administrativo e suposição incorreta sobre a vontade do indivíduo. O caso será encaminhado para avaliação.
Mullally reforçou que a vítima não foi atendida de forma adequada e pediu garantias de que os processos internos foram fortalecidos para respostas mais ágeis. Ela ressalta a necessidade de reforma dos procedimentos para todas as partes.
O Arcebispo de York passa a decidir se a queixa deve ser arquivada, recebida por um tribunal ou encaminhada a conciliação. A decisão pode ampliar o escrutínio sobre a gestão de denúncias na Church of England.
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