- O plenário decidiu pela suspensão de seis meses de Glauber Braga (PSOL-RJ), sem cassação do mandato.
- A decisão ocorreu após o processo tramitar de forma acelerada no Conselho de Ética e chegar ao plenário, em meio a episódios tensos.
- Glauber afirmou ter sido uma “vitória coletiva”, destacando a mobilização nas redes sociais e a caravana que percorreu o país para defender a manutenção do mandato.
- O processo teve origem no empurrão e chute de Glauber em Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre, durante protesto no Congresso.
- Na terça-feira, 9 de outubro, Glauber ocupou a Mesa Diretora e foi retirado pela Polícia Legislativa; a transmissão foi cortada pela TV Câmara.
O plenário da Câmara dos Deputados decidiu pela suspensão de Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses, mantendo, porém, o mandato do parlamentar. A punição ocorreu após o processo no Conselho de Ética que investigava empurrões e chutes a um participante durante protesto no Congresso.
Braga estava sob suspeita de conduta inadequada durante o ato de protesto, que resultou no encaminhamento rápido do caso ao plenário. A decisão foi tomada após a votação realizada no ambiente da Câmara.
O episódio que antecedeu a decisão incluiu a ocupação da Mesa Diretora por parte do deputado, na noite de 9 de outubro, e a subsequente retirada pela Polícia Legislativa. A transmissão da TV Câmara foi interrompida durante o ocorrido.
Segundo a defesa, a decisão representa uma vitória coletiva, fruto de mobilização nas redes sociais e de uma caravana que percorreu o país em apoio à manutenção do mandato. O movimento contou com atividades e visitas em diversas localidades.
Glauber Braga afirmou, após a votação, que a suspensão não era o resultado desejado, mas foi aceita diante do cenário existente. Ele destacou o papel da mobilização da base de apoiadores nas últimas 48 horas.
O parlamentar informou que percorreu 26 estados e o Distrito Federal com a Caravana Glauber Fica, buscando apoio à continuidade do mandato. A defesa do mandato é apresentada como defesa de instrumentos de luta da classe trabalhadora.
Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre, foi o alvo do episódio que originou a denúncia no Conselho de Ética. O caso teve desdobramentos rápidos na Câmara, com a tramitação acelerada para levar o tema ao plenário.
A decisão, agora, mantém Braga ativo na Câmara, com suspensão de atividades por seis meses. Não houve cassação do mandato, conforme registrado pela sessão plenária realizada nesta semana.
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