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Boulos diz que pautar PL da Dosimetria foi erro grave e evita atacar Motta

Boulos afirma que pautar a Dosimetria foi erro grave e coloca a Câmara de costas para o povo; cassação de Glauber Braga fica apenas suspensa, com críticas entre Motta e Lira

1 de 1 Boulos durante posse como ministro no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • O ministro Guilherme Boulos afirmou que pautar o PL da Dosimetria foi erro grave e que a Câmara ficou de costas para o povo, em café da manhã no Planalto.
  • A Câmara aprovou na madrugada de quarta-feira o texto que reduz penas de condenados na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Glauber Braga foi retirado à força da Mesa Diretora após protesto contra a cassação; a Câmara cortou sinal da TV e jornalistas foram impedidos de acompanhar o tumulto, com agressões a profissionais.
  • Lira criticou publicamente a pena alternativa para Glauber Braga; Boulos evitou atacar diretamente Motta, mas ressaltou o que chamou de dois pesos e duas medidas.
  • Motta enfrentou críticas de Arthur Lira e saiu derrotado na tentativa de cassação de Glauber Braga, com o plenário aprovando apenas a suspensão.

Nesta sexta-feira (12), o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que pautar o PL da Dosimetria foi um erro grave que coloca a Câmara de costas para o povo brasileiro. Ele fez a declaração durante café da manhã com jornalistas no Planalto.

Na mesma linha, a sessão da Câmara que ocorreu na madrugada de quarta (10) aprovou o texto que reduz penas de condenados no que é visto como resposta à trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A votação ocorreu sem ampliar para pautas de maior interesse público.

Na ocasião do plenário, Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora após ocupar a cadeira da presidência por duas horas em protesto a uma eventual cassação. Houve tumulto, com a suspensão de imagens da TV e agressões a jornalistas por policiais legislativos.

Entre críticas públicas, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu duras observações de aliados e adversários. A principal figura de apoio a Motta, o líder Arthur Lira (PP-AL), manifestou irritação com a pena alternativa aprovada para Braga, em mensagem privada de grupo partidário, segundo relatos.

Boulos ressaltou que houve discrepância de tratamento entre casos no plenário, citando a agressão a jornalistas e parlamentares. Ele afirmou que os acontecimentos recentes mostram a necessidade de reorganização da Câmara e de pautar temas que atendam ao povo, sem conivência com pressões políticas.

A tensão entre mottares e apoiadores de Lira persiste, enquanto a Câmara manteve a suspensão de Braga e seguimos acompanhando os desdobramentos da votação da Dosimetria. A reforma do PL continua gerando polarização entre grupos bolsonaristas e oposicionistas.

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