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Câmara suspende escolta de Talíria Petrone, deputada do PSOL ameaçada de morte

Câmara suspende escolta de Talíria Petrone; deputada contrata segurança privada com recursos próprios enquanto ameaças são investigadas, PSOL acusa retaliação de Motta

A deputada Talíria Petrone. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • A Câmara dos Deputados suspendeu a escolta da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) na quinta-feira, 11 de outubro, decisão tomada pelo comando da Casa sem consulta prévia.
  • Petrone informou ter contratado, com recursos próprios, segurança privada para o fim de semana, incluindo um ato de rua contra o PL da Dosimetria, no Rio de Janeiro.
  • A decisão foi classificada como unilateral por Motta, sendo vista pela oposição como retaliação; o PSOL contesta a medida.
  • As ameaças contra Talíria, iniciadas por volta de 2020, são investigadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e, posteriormente, pela Polícia Federal, com suspeita de atuação de milícias e de grupos de extrema direita.
  • A Câmara não respondeu a questionamentos sobre a suspensão, e Motta não comentou o assunto.

A Câmara dos Deputados suspendeu a escolta da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) por meio de decisão do comando da Casa. A parlamentar vinha contando com a proteção de agentes da Polícia Legislativa Federal após receber ameaças de morte, ainda em apuração, o que levou ao rompimento da segurança.

A suspensão entrou em vigor no dia 11 de outubro e, segundo Petrone, não houve consulta prévia nem comunicação oficial sobre a medida. Ela informou ter contratado proteção privada com recursos próprios para o fim de semana, incluindo participação em ato contra o PL da Dosimetria.

Segundo a defesa da parlamentar, a decisão foi unilateral e configuraria retaliação de Motta pela atuação do PSOL em defesa do mandato de Glauber Braga. O caso envolve tensão entre Executivo e oposição dentro da Câmara.

PSOL afirma que a medida expõe a segurança de Petrone e reage à crítica ao governo, descrevendo-a como ataque à atuação da bancada. A presidenta do partido também criticou a decisão como forma de intimidar a oposição.

As ameaças contra Talíria começaram em 2020 e são investigadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Polícia Federal também apura o caso, devido ao aumento de informações sensíveis sobre endereço e rotina da parlamentar e de familiares.

A investigação aponta que milícias no Rio de Janeiro podem estar ligadas a parte das ameaças, com atuação de grupos organizados. A presença de elementos da extrema-direita em ataques similares também é citada na apuração.

Motivações políticas cercam o episódio, já que a defesa de Petrone envolve críticas ao uso de medidas de segurança e a atuação de seus apoiadores. A Câmara ainda não se pronunciou sobre o episódio.

A reportagem busca apurar detalhes da decisão, quem foi consultado, quais riscos foram considerados e como fica a proteção da parlamentar enquanto tramita o caso. As informações são apuradas junto aos órgãos competentes.

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