- A Alerj revogou a prisão de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia, por 42 votos a favor, 21 contra e 2 abstenções, determinando prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e medidas cautelares.
- Bacellar foi preso dentro da Superintendência da Polícia Federal no Rio, sob acusação de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, que levou à prisão do ex-deputado TH Joias e envolve suposta relação com o crime organizado; a PF apreendeu R$ 90 mil no carro dele.
- Ele nega as acusações e afirma não ter praticado conduta para obstruir investigações.
- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou a decisão da Alerj, dizendo que não foi razoável e que contradiz o discurso de combate ao crime organizado.
- A Operação Zargun envolve suposta relação com o Comando Vermelho.
Bacellar, presidente afastado da Alerj, foi preso dentro da Superintendência da Polícia Federal, no Rio de Janeiro. A acusação é de vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, que levou à prisão do ex-deputado TH Joias e envolve suposta relação com o crime organizado. A PF apreendeu R$ 90 mil no carro dele. Bacellar nega as acusações e afirma não ter atuado para obstruir investigações.
A Operação Zargun envolve investigação sobre vínculos com o crime organizado e possíveis impactos na atuação de parlamentares. TH Joias, citado na ação, é alvo de investigações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital, segundo apurações em andamento. Não houve confirmação de envolvimento direto de Bacellar com o grupo.
Durante a operação, Bacellar foi detido na sede da PF. O dinheiro apreendido foi apreendido no veículo dele, segundo relatórios oficiais. O deputado também é alvo de medidas cautelares vinculadas à investigação. As informações são tratadas pelas autoridades competentes.
Reações da PF
O diretor-geral Andrei Rodrigues criticou publicamente a decisão da Alerj, classificando-a como não razoável. Em balanço anual, ele afirmou que solturas de presos ligados ao crime criam ambiente de paradoxos com o discurso de combate à criminalidade. O posicionamento reforça o debate sobre atuação estatal.
Decisão da Alerj
A Alerj votou pela revogação da prisão de Bacellar por 42 votos a favor, 21 contra e 2 abstenções. O parlamentar será liberado para cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Também terão medidas cautelares adicionais para monitoramento. A mudança ocorreu após participação da instituição no caso.
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