- O DoJ abriu acusações de terrorismo contra membros de uma suposta “célula antifa” no norte do Texas, ligando protestos a ataques a agentes federais e instalações, com quinze pessoas acusadas de fornecer apoio material para terrorismo e mais de outros cargos federais.
- O caso envolve o protesto de 4 de julho no Prairieland, detenção da imigração em Alvarado, durante o qual houve disparos contra um agente federal e danos a propriedade; no total, dezoito pessoas foram acusadas.
- A acusação ampliou o caso contra ativistas, incluindo Savanna Batten, de quem os defendentes dizem não ter relação com antifa; familiares questionam se há ligação real com o movimento.
- Especialistas alertam que o governo pode estar usando o esquema para reprimir grupos de esquerda e desencorajar manifestantes, destacando que nem todos os réus tinham intenção violenta.
- Defensores e familiares afirmam que não havia plano de violência e que bater a ideia de uma “célula antifa” pode ser uma leitura inadequada, enquanto procuradores apontam uso de roupas pretas, chats no Signal e outros indícios como evidência de uma rede criminosa.
O Departamento de Justiça abriu acusações de terrorismo contra ativistas ligados a uma suposta célula de antifa no norte do Texas, ligando protestos a ataques a agentes federais e instalações. A denúncia envolve pessoas que participaram de um protesto próximo ao centro de detenção da ICE em Prairieland, Alvarado, em julho.
Nova acusação ampliou o caso ao incluir Savanna Batten entre os investigados por terrorismo, além de crimes já anteriores como tentativa de homicídio de um agente federal. Defensores afirmam que não houve ligação real com a antifa e que muitos réus não tinham intenção violenta.
Caso marca a primeira acusação de terrorismo ligada à antifa, segundo os promotores. Ao todo, 15 pessoas são citadas por apoio material ao terrorismo, com acusações adicionais de tumulto, porte de explosivos, armas de fogo e tentativa de homicídio de funcionário federal.
Os investigadores alegam que os manifestantes formaram uma rede coordenada, com roupas pretas, rádios e comunicação cifrada. A promotoria sustenta que integrantes exploraram chats no aplicativo Signal para planejar a atuação e evitar identificação.
Entre os acusados está Savanna Batten, que, segundo relatos, planejou um protesto barulhento na noite de 4 de julho, com participação de cerca de uma dezena de pessoas. A polícia informou que havia armas entre os presentes, e que dois oficiais foram atingidos ou feridos de forma não letal.
Defensores questionam a narrativa de um grupo unificado. Alegam que vários réus não se conheciam previamente e que a finalidade do protesto era expressar descontentamento com as políticas de imigração, não promover violência. Alguns afirmam terem ido ao local por motivos de segurança.
Especialistas legais destacam que, para condenar por apoio material a terrorismo, é suficiente demonstrar a intenção de cometer crimes listados na lei, independentemente da filiação ideológica. A defesa ressalta que o estatuto não exige vínculo com uma organização terrorista.
O caso também envolve a acusação de que a conduta do grupo visava dificultar a ação policial e causar danos a propriedades governamentais. Em depoimentos e acordos de delação, há menções a exploração de arsenal e mapas de perímetros da instalação.
Famílias de alguns réus descrevem os denunciados como pessoas tranquilas que participaram de protestos pacíficos. Procuradores, porém, apresentaram evidências de planejamento, incluindo mensagens, fotos de equipamentos e relatos de encontros para organizar a ação.
A Justiça mantém que o objetivo é proteger agentes federais e instalações públicas contra grupos domésticos violentos. Promotores afirmam que a atuação tem potencial de dissuadir a participação de opositores nas ruas.
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