- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a Dias Toffoli a suspensão da acareação determinada no âmbito da investigação do Banco Master.
- A solicitação foi encaminhada ao STF na noite de quarta-feira, após a decisão de Toffoli, em meio a processo sob sigilo.
- Gonet classifica a acareação como prematura e pleiteia sua suspensão por tempo indefinido, até que haja requisitos que a tornem útil.
- A acareação envolve Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino e seria realizada por videoconferência no penúltimo dia do ano, para confrontar versões sobre a suposta fraude de R$ 12,2 bilhões na venda do Master ao BRB.
- Há críticas de que a ordem de Toffoli ocorreu antes de depoimentos dos investigados e sem requerimento da PGR ou da Polícia Federal, o que gerou surpresa entre investigadores e fontes da imprensa.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Dias Toffoli, do STF, a suspensão da acareação ordenada no âmbito da investigação do Banco Master. A defesa afirma que o ato é prematuro e deve ser pausado.
Gonet sustenta que a acareação só deve ocorrer quando os requisitos legais estiverem preenchidos, para que haja utilidade processual. O processo tramita em sigilo na Corte e ainda não há depoimentos marcados.
A acareação envolve Daniel Vorcaro, dono do Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor do BC, e seria realizada por videoconferência no penúltimo dia do ano. A finalidade seria contrastar versões sobre a suposta fraude ligada à venda do Master ao BRB.
Contexto do processo
Toffoli determinou a acareação sem pedido formal da Procuradoria ou da PF, o que gerou surpresa entre investigadores, procuradores e integrantes do BC. A decisão também ocorreu antes de marcar depoimentos dos investigados no inquérito.
Fontes próximas à CNN Brasil apontam que a medida é considerada precipitada e desnecessária neste momento. Analistas ressaltam que a acareação poderia constranger o BC e ser vista como pressão sobre o diretor da autarquia.
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