- O calendário de vacinação infantil nos Estados Unidos passa de 17 para 11 aplicações, maior mudança já em vigor sob a supervisão de Robert F. Kennedy Jr.
- As mudanças entram em vigor imediatamente e afetam vacinas contra influenza, rotavírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e outras, que deixam de ser amplamente recomendadas.
- Algumas vacinas passam a ficar disponíveis apenas para indivíduos de alto risco, enquanto outras passam a exigir “tomada de decisão clínica compartilhada” com recomendação médica.
- Especialistas dizem que a mudança pode abalar a confiança e reduzir o acesso a vacinas, facilitando a propagação de doenças infecciosas.
- A nova programação deve se assemelhar à de Dinamarca; o país corre o risco de perder o status de eliminação de sarampo, com surtos significativos de outras doenças no último período.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira uma redução nas recomendações de vacinação de rotina para crianças, de 17 para 11 doses. A mudança envolve vacinas contra influenza, rotavírus, vírus respiratório sincicial (RSV) e outras, sob revisão da administração Trump e de Robert F Kennedy Jr, crítico de vacinas há anos. As alterações entram em vigor imediatamente.
Segundo autoridades de saúde, as novas diretrizes passam a ampliar a opção de não vacinar para parte da população infantil, mantendo algumas vacinas apenas para indivíduos de alto risco. Outras doses passam a exigir decisão compartilhada entre médico e paciente ou responsável, em vez de recomendação automática.
Especialistas científicos afirmam que a mudança pode enfraquecer a confiança pública e restringir o acesso às vacinas, potencialmente favorecendo a transmissão de doenças. O adiamento de imunizações ocorre em meio a preocupações sobre surtos de sarampo e aumento de casos de tétano e coqueluche nos últimos meses.
Impactos e desdobramentos
Analistas ressaltam que a revisão se aproxima de modelos de países como Dinamarca, com cronogramas mais seletivos. Organizações de saúde pedem transparência na comunicação para evitar dúvidas entre famílias e profissionais.
Dados recentes apontam que os Estados Unidos vivem o maior surto de sarampo em três décadas, além de tensões com casos de tétano e coqueluche superiores aos registrados nos últimos anos. Especialistas destacam a necessidade de monitoramento próximo das consequências da mudança.
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