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Falha na triagem de oficiais gera predadores sexuais na Met, diz revisão

Relatório aponta falhas graves na checagem de antecedentes do Met, com mais de cinco mil recrutados sem verificação adequada

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
The Met estimated that more than 5,000 officers and staff were recruited between 2013 and 2023 without the right checks.
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  • A força de polícia metropolitana falhou em checagens de antecedentes entre 2013 e 2023, reduzindo a rigidez dos vettings de recrutamento.
  • Estima-se que mais de cinco mil oficiais e funcionários tenham sido recrutados sem as devidas checagens; cerca de dezessete mil podem não ter passado por avaliações pré‑emprego.
  • O relatório interno aponta que 1.400 agentes que deveriam ter sido sinalizados permaneceram na força com poderes de polícia.
  • Ao menos 131 oficiais cometeram crimes ou condutas inadequadas, incluindo estupro, crimes de ódio e infrações de menor gravidade.
  • O estudo atribui as falhas a um ambiente de forte pressão para recrutar rapidamente, com expulsões já ocorridas desde 2022 (1.500 agentes).

O Metropolitano de Londres revelou falhas graves no processo de triagem de milhares de oficiais e funcionários entre 2013 e 2023. A revisão interna aponta que mais de 5 mil pessoas foram recrutadas sem as verificações adequadas. Também não há confirmação sobre checagens pré‑emprego para cerca de 17 mil integrantes.

Segundo o relatório, 1.400 oficiais que deveriam ter sido identificados pela triagem permaneceram na força com poderes de polícia. Além disso, 131 membros cometeu crimes ou infrações de conduta, incluindo casos de violência, uso de drogas e ofensas graves.

Entre os casos que chamam atenção está o de David Carrick, condenado em 2023 por dezenas de estupros. Ele ingressou no Met em 2001 e, após acusações anteriores, teve aprovação em novas avaliações em 2009 e 2017, mantendo-se na corporação.

O Ministério do Interior aponta que o Met estimou recrutamento de mais de 5 mil pessoas sem as verificações corretas entre 2013 e 2023. A mesma avaliação não confirmou se houve checagens para cerca de 17 mil pessoas.

Desdobramentos e contexto

A primeira parte do relatório destaca que houve pressão para acelerar contratações, reduzindo entraves entre a aprovação de candidatos e o trabalho em campo. A avaliação aponta que esse cenário contribuiu para a entrada de pessoas com histórico inadequado.

A responsável pela pasta, Shabana Mahmood, solicitou à inspeção-chefe de polícia que avaliasse as práticas de recrutamento e triagem. A avaliação também cita que a força adotou padrões mais rígidos após o período analisado.

A assistente do comandante do Met, Rachel Williams, afirmou que a força tem sido transparente com a população sobre falhas anteriores e que as falhas ocorreram em um cenário de alta pressão. Ela disse que medidas corretivas foram adotadas.

O relatório indica que, desde a gestão de 2022, sob o comando de Sir Mark Rowley, 1.500 funcionários foram desligados. A instituição sustenta que os padrões atuais são mais rigorosos e voltados à proteção do público.

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