- O homem da posição de advogacia sombra, David Wolfson, recusou-se a aconselhar a secretária de assuntos externos Kemi Badenoch sobre Ucrânia e Rússia porque defende o oligarca russo Roman Abramovich em um processo judicial.
- Wolfson integra a equipe jurídica que representa Abramovich, que busca recuperar bilhões em ativos congelados nas ilhas do Canal.
- A recusa pode influenciar o debate sobre o possível envio de tropas britânicas à Ucrânia em caso de cessar-fogo com a Rússia.
- Badenoch afirmou que Wolfson não integra o gabinete sombra e que, por ter Jersey uma jurisdição diferente, o caso não afeta a liberação de £2.5bn da venda do Chelsea para ajudar a Ucrânia.
- A controvérsia foi levantada durante perguntas ao primeiro-ministro, com o líder dos trabalhistas, Keir Starmer, criticando a situação.
O advogado-geral sombra, David Wolfson, decidiu afastar-se de prestar aconselhamento a Kemi Badenoch sobre Ucrânia e Rússia, por representar o oligarca russo sancionado Roman Abramovich em um processo judicial. A recusa envolve a hipótese de envio de tropas britânicas a Ukraine, em caso de cessar-fogo com a Rússia.
Wolfson, que é conselheiro jurídico sênior e par do Parlamento, integra a equipe jurídica que atua pela recuperação de bilhões de ativos congelados de Abramovich nas Ilhas do Canal. A decisão foi anunciada pelo Partido Conservador.
Durante a sessão de perguntas ao premiê, Keir Starmer criticou o papel de Wolfson, alegando conflito de interesses entre aconselhar Badenoch e defender alguém sob sanções. O porta-voz de Badenoch afirmou que Wolfson não integra o gabinete sombra e que a jurisdição de Jersey não afeta a liberação de 2,5 bilhões de libras da venda do Chelsea para uso na reconstrução da Ucrânia.
Segundo o mesmo porta-voz, a atuação de Wolfson é padrão em casos de conflito de interesses, e Badenoch permanece satisfeita com o desempenho dele. A defesa reiterou ainda que o papel de Wolfson é distinto do de campanhas ou causas associadas a advogados, conforme divergência apontada pelos críticos.
Porta-vozes conservadores também destacaram que, em avaliações de comparação, há diferenças entre casos específicos e causas defendidas por outros advogados, como forma de justificar posições políticas distintas sem atribuir intenções pessoais a nenhum dos lados envolvidos.
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