- Lewandowski pediu demissão do Ministério da Justiça; o PT busca um nome com perfil técnico e capacidade de articulação política para temas do ministério neste ano, especialmente segurança e combate ao crime organizado.
- Enquanto não há definição, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto deve assumir o cargo interinamente.
- Entre os cotados estão Andrei Rodrigues ( atual diretor-geral da Polícia Federal ), Tarso Genro (ex-ministro e dirigente do PT), Marcos Aurélio de Carvalho (presidente do Grupo Prerrogativas), Vinícius de Carvalho (ministro da Controladoria-Geral da União) e Wellington César Lima e Silva (advogado-geral da Petrobras).
- Andrei Rodrigues é visto como opção técnica, mas enfrenta resistência de setores do PT devido a sua condução de investigações.
- Wellington César Lima e Silva, com passagem pela Justiça na era Dilma e forte proximidade com o Planalto, é considerado perfil técnico, mas há cautela sobre a indicação em ano eleitoral.
Após a demissão de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, surgem nomes cotados para substituí-lo. A lista vai de soluções internas a figuras com atuação política e jurídica de peso.
A definição deve considerar não apenas capacidade técnica, mas também jogo político para temas como segurança e combate ao crime organizado, que devem pautar o debate eleitoral deste ano. Interlocutores apontam cautela com investigações em curso.
Enquanto não há confirmação, Almeida Neto deve assumir interinamente a pasta assim que Lewandowski sair, mantendo a transição sob supervisão administrativa. A expectativa é de estabilidade até a nomeação definitiva.
Perfis cotados
Andrei Rodrigues
Atual diretor-geral da Polícia Federal, Rodrigues tem perfil técnico. Chegou ao cargo no terceiro mandato de Lula e coordenou investigações relevantes, como os atos de 8 de janeiro. Sua atuação é vista com cautela por setores do PT.
Manoel Carlos de Almeida Neto
Secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, Neto tem formação jurídica sólida e experiência na administração pública. Se não for definitivo, pode conduzir a transição como ministro interino.
Marcos Aurélio de Carvalho
Advogado criminalista e presidente do Grupo Prerrogativas, Carvalho mantém boa relação com o Planalto e com o STF. Já atuou como advogado de Lulinha, o que gera resistência entre quem defende distância entre Estado e atuação jurídica privada.
Tarso Genro
Trajetória de destaque no PT, com passagens como ministro da Educação, Relações Institucionais e Justiça. Genro é visto como uma escolha com peso político e experiência institucional.
Vinícius Marques de Carvalho
Atual ministro da CGU, Carvalho tem formação acadêmica forte e atuação em regulação e defesa da concorrência. Sua nomeação geraria debate sobre independência da CGU em investigações sensíveis.
Wellington César Lima e Silva
Ex-ministro da Justiça no governo Dilma, hoje advogado-geral da Petrobras, Lima e Silva tem trânsito no Planalto. A condução técnica pode ser alvo de críticas em ano eleitoral, por sua proximidade política.
Entre na conversa da comunidade