- Em Minneapolis, após a morte de Renee Good por um agente da ICE, músicos lançaram músicas protesto curtas, em estilo folk, com menos de dois minutos cada.
- Jesse Welles lançou Good vs. Ice, que condena a violência e questiona a atuação policial, destacando que não é preciso “atirar na face” de alguém no exercício da função.
- Zach Schmidt apresentou T.T.T.T.M.I.D.S.W.I.S. (They Tried to Tell Me I Didn’t See What I Saw), uma balada que confronta a versão do governo sobre o ocorrido.
- Odin Scott Coleman criou A Song for Renee Good, em tom que remete a tradições de ballads americanas, com banjo e uma leitura histórica da violência estatal.
- Caitlin Cook lançou Renee, uma homenagem à vida de Good, destacando-a como poetisa e mãe e registrando a dor do momento.
O episódio aconteceu em Minneapolis na quarta-feira, quando Renee Nicole Good foi morta por um agente do ICE. O incidente ocorreu a menos de um quilômetro de onde George Floyd foi morto há cinco anos. A troca de tiros gerou uma onda de reações artísticas, com canções curtas, em tom de protesto, publicadas rapidamente.
Diversos músicos de estilos folk criaram faixas de até dois minutos para expressar indignação e buscar compreensão diante da violência estatal. As músicas mencionadas até agora concentram-se em memória, justiça e a crítica a políticas de detenção e atuação policial.
Segundo a imprensa, entre as obras já divulgadas destacam-se composições de artistas independentes de diferentes regiões, todas alinhadas com o tema de defesa de direitos civis. A ideia central é retratar a tragédia de Good sem exageros, mantendo o foco na veracidade dos fatos.
Jesse Welles, Good vs. Ice
Welles, conhecido por respostas rápidas a temas atuais, critica a atuação policial na linha de frente. A canção questiona a necessidade de usar violência para cumprir uma função de fiscalização. A letra enfatiza a indignação com o ocorrido.
Zach Schmidt, T.T.T.T.M.I.D.S.W.I.S.
Schmidt, da cena de Nashville, aborda a discrepância entre as imagens da morte e a narrativa oficial que sugere violência demonstrativa. A balada ressalta o conflito entre evidência visual e discurso administrativo.
Odin Scott Coleman, A Song for Renee Good
Coleman busca um registro sonoro diferente, em estilo de tradição Appalachian com banjo. A faixa contextualiza a tragédia na história da música de luto dos EUA, repetindo que não há justiça no país.
Caitlin Cook, Renee
Cook enfatiza a dimensão poética de Good e sua condição de mãe e mulher. A música presta homenagem à vida da jornalista e artista, ressaltando a percepção de que a violência interrompeu uma trajetória.
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