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Mulher de Maryland que afirma ser cidadã dos EUA finalmente libertada pela ICE

Mulher de Maryland é libertada após 25 dias na custódia da ICE, apesar de contestação sobre cidadania norte-americana e de ordem judicial para manter análise do caso

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A federal agent wears an Immigration and Customs Enforcement badge.
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  • Dulce Consuelo Díaz Morales foi libertada após vinte e cinco dias de custódia pela ICE e reuniu-se à família.
  • Advogados afirmam que ela nasceu nos EUA e apresentaram documentos que comprovam a cidadania, mas a ICE sustenta que é cidadã mexicana e entrou no país irregularmente.
  • O arresto aconteceu em catorze de dezembro, perto de sua casa, com a família presente; Díaz Morales alega ter nascido em Maryland.
  • Quatro dias após a prisão, um juiz federal emitiu uma ordem que impediu a deportação enquanto o tribunal revisa o pedido dos advogados; o processo pode continuar.
  • A defesa diz que Díaz Morales tem dupla cidadania México–Estados Unidos, está em processo para obter passaporte americano e irá a novo check-in com autoridades de imigração.

Dulce Consuelo Díaz Morales foi libertada após 25 dias sob custódia do ICE e se reuniu à família, mesmo com argumentos legais apresentados por seus advogados de que nasceu nos Estados Unidos e possui documentação que sustenta a cidadania.

Díaz Morales sustenta ter nascido em Maryland e possuir registros compatíveis com essa afirmação. O ICE, por sua vez, afirma que ela é cidadã mexicana que entrou no país de forma irregular.

A detenção ocorreu em 14 de dezembro, perto de sua residência, com familiares presentes. Segundo a brasileira DC, Maryland e Virginia (WRC-TV), ela tentou explicar o nascimento no estado, mas não teve a compreensão aceita pelas autoridades. A mulher afirmou que a fé e a expectativa de reencontrar a família ajudaram na resistência à prisão.

Quatro dias após a prisão, um juiz federal ordenou que o governo não a deportasse enquanto o processo de detenção era analisado. O pedido foi apresentado pelos advogados de Díaz Morales.

Segundo a advogada Victoria Slatton, o governo ainda não descartou o caso de deportação, o que manteria em aberto o andamento do processo, mesmo com a liberação. Slatton frisou confiança de que a cidadania foi comprovada. Díaz Morales é defendida para manter o status de cidadã.

Os defensores afirmam que Díaz Morales chegou aos EUA em 2023 para escapar de violência de cartel, sem documentação adequada, e foi registrada incorretamente como imigrante, sujeitando-a a um procedimento de deportação. Documentos apresentados incluem certidão de nascimento americana e outros que, segundo a defesa, comprovam a cidadania, ainda que não tenham garantido a liberação imediata.

Entre as evidências apresentadas, a defesa cita um afeto médico que atesta a autenticidade da certidão de nascimento. O médico forneceu uma declaração detalhando a autenticidade do documento, segundo os advogados.

Um porta-voz do Departamento de Segurança Nacional comentou que Díaz Morales não é cidadã dos EUA e é considerada imigrante ilegal, sem certidão de nascimento válida ou evidências para sustentar a cidadania. A declaração também afirma que a prisão ocorreu em Baltimore, Maryland, em 14 de dezembro, e que, em 2023, a imigrante foi encontrada perto de Lukeville, no Arizona, alegando cidadania mexicana à época.

Díaz Morales informou à WRC-TV que possui dupla cidadania com o México e está em processo de solicitação de passaporte estadunidense. Também mencionou que tem uma consulta futura com autoridades de imigração, a qual comparecerá com a equipe jurídica.

Contexto e desdobramentos

  • A defesa enfatiza que a cidadania foi comprovada por meio de documentos e testemunhos médicos apresentados em court.
  • O caso ainda está sob análise, com a possibilidade de prolongar-se o andamento da Deportation Proceedings.
  • A história ganha relevância em meio a debates sobre validade de documentação e critérios de cidadania para pessoas com trajetórias migratórias complexas.

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