- O Partido Liberal de Victoria entra no ciclo eleitoral com a líder Jess Wilson, de 35 anos, buscando atrair votos e se aproximar do centro.
- A semana revelou que a principal barreira não é o Labor, mas a própria instabilidade interna, com infighting e desentendimentos em cargos-chave.
- Sam Groth, apontado como estrela recente do partido, anunciou que deixará a política em novembro por desentendimentos internos; o episódio alimenta dúvidas sobre a unidade do grupo.
- O partido enfrenta prévias disputadas para a recondução de Moira Deeming e Ann‑Marie Hermans, com possíveis candidaturas de adversários em março; a saúde das lideranças é incerta.
- Ainda sob escrutínio, tramita na Suprema Corte o julgamento sobre o empréstimo de 1,5 milhão de dólares do comitê executivo a Pesutto para cobrir custos legais, episódio que evidencia a tensão interna do partido.
O Partido Liberal de Victoria, que enfrenta as eleições de novembro, chega com nova liderança, Jess Wilson, e promessa de centramento. A formação busca reconectar com eleitores perdidos nos últimos anos, diante de um governo trabalhista no seu terceiro mandato.
Entretanto, a semana foi marcada por turbulência interna. Sam Groth anunciou que deixará a política antes das eleições, citando disputas internas. A saída de Groth, ao lado de Wilson, indicaria uma oportunidade de renovação, porém expõe riscos de racha.
Groth, ex-jogador de tênis, entrou no partido durante a pandemia e assumiu rapidamente a vice-liderança. Sua residência em Nepean, tomada do distrito em 2022, gerou apoio, mas também descontentamento entre membros que o viam como estranho à prática partidária.
Afastamento de Groth intensificou tensões internas que já vinham se desenrolando nos bastidores. A direção do jornal Herald Sun publicou reportagens sobre suposta relação com a esposa de Groth, Brittany, criada quando ela era treinanda e menor de idade, abrindo processo de difamação.
A publicação de textos levou Groth a acionar difamação, com Brittany acionando uma nova forma de dano invasivo à privacidade. O caso terminou com acordo fora de tribunal e retratação pública da imprensa, mas revelou a participação de um membro não identificado do partido.
Para Wilson, o episódio frustrou o discurso de unidade que a líder pretendia imprimir ao grupo. Enquanto isso, surgem desafios de pré-seleção para Moira Deeming e Ann-Marie Hermans em março, com Dinesh Gourisetty concorrendo para enfrentar Renee Heath.
Dores políticas adicionais aparecem num julgamento judicial que começa em março, questionando a validade de um empréstimo de 1,5 milhão de dólares do comitê executivo do partido para cobrir as despesas de Deeming. A ação é movida por setores do próprio grupo dirigente.
Ao final, o Liberalismo vitoriano encara a necessidade de manter o equilíbrio entre moderação e pressão interna. A expectativa é de que a campanha respeite o centro, entretanto as disputas internas devem continuar marcando o cenário até o pleito.
Fonte familiarizada com o assunto aponta que, apesar do ritmo da campanha, as disputas internas podem influenciar a percepção pública. O panorama é de incerteza, com a eleição se aproximando rapidamente.
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