- Justiça de São Paulo negou o pedido de Daniel Vorcaro para encaminhar parte das investigações da Carbono Oculto e da Quasar ao STF, mantendo o sigilo do inquérito.
- A Justiça de primeira instância entendeu que não há vínculo entre Vorcaro/Master e as apurações sobre o negócio do Master com o BRB; Carbono Oculto é estadual e Quasar é federal.
- Não houve indicação de autoridades com foro privilegiado até o momento; as decisões, assinadas em dezoito de dezembro, mantêm as ações em seus respectivos foros.
- Na Quasar, surgiram diálogos entre um funcionário de gestora de fundos e um intermediário de Vorcaro com suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro; juiz considerou os relatos como encontro fortuito de provas.
- A defesa de Vorcaro citou decisão de Dias Toffoli para pedir o STF, mas não houve resposta pública; o banqueiro segue solto, com tornozeleira eletrônica.
A Justiça de São Paulo, em âmbito federal e estadual, negou que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, leve parte das investigações da Operação Carbono Oculto e da Quasar ao STF. O inquérito permanece sob sigilo.
Os juízes entenderam que não há vínculo entre Vorcaro ou o Master com os crimes apurados, relacionados a crimes financeiros e lavagem de dinheiro envolvendo o PCC, gestoras da Faria Lima e o setor de combustíveis. Carbono Oculto tramita na Justiça estadual; Quasar, na Federal.
A defesa acionou o STF citando decisão de Dias Toffoli para concentrar investigações. O ministro, no entanto, já havia decidido, no ano anterior, concentrar casos conexos em foro superior, sob argumentos de centralização.
Decisões judiciais
A 7ª Vara Federal de São Paulo informou que não há menção a autoridades com foro privilegiado até o momento. As decisões que negaram o envio aos autos do STF foram assinadas em 19 de dezembro.
A Polícia Federal apontou em diálogos de um investigado com menções ao Banco Master e a Vorcaro na operação Quasar. As mensagens tratam de suspeitas de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro entre gestora de fundos e um intermediário de Vorcaro.
Segundo o juiz, houve encontro fortuito de provas, com diálogos compartilhados entre investigações distintas. Caberia à vara competente decidir se remetia o caso ao STF.
A defesa de Vorcaro não respondeu a pedidos de comentário. O banqueiro continua solto, monitorado por tornozeleira eletrônica e com outras medidas restritivas.
Contexto adicional
Relatos da imprensa indicam que parte de transações do Master pode ter envolvido o antigo Banco Besc, hoje falido, com suspeitas de uso de títulos podres e movimentação de recurso público. Como parte das investigações, o Banco Central analisa evidências associadas ao caso.
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