- Ricardo Lewandowski, pouco antes de deixar o Ministério da Justiça, criticou discursos contrários ao crime em cerimônia convocada por Lula para marcar três anos do 8 de janeiro.
- Ele afirmou que a retórica contra o crime pode fragilizar as garantias dos cidadãos no julgamento.
- Analistas citados ressaltam que Lewandowski adota uma visão garantista, associada a um abolicionismo jurídico que, na leitura dele, coloca criminosos como vítimas.
- O ex-ministro atua em um contexto de altas taxas de homicídio e violência organizada, e aponta que o risco maior está na forma como se discute o crime.
- O tema é discutido em programas de análise, com críticas a contradições de um governo que, segundo alguns, seria mais receoso de agir do que eficiente no combate à criminalidade.
Pouco antes de deixar o Ministério da Justiça, o ex-ministro Ricardo Lewandowski afirmou que os discursos contrários ao crime podem ter efeito contrário ao pretendido, servindo de pretexto para enfraquecer garantias citadas em juízo. A observação foi feita durante solenidade comandada pelo presidente Lula para marcar os três anos do 8 de Janeiro.
Lewandowski apontou que não houve avanços significativos no enfrentamento à criminalidade e destacou a existência de discursos que, na visão dele, minimizam as garantias legais dos cidadãos. A crítica foqueou a retórica adotada por quem cobra respostas mais duras do Estado.
Atribui-se a Lewandowski uma leitura garantista do tema, segundo a qual a violência pode ser relativizada pela forma de discutir o problema. O ex-ministro sugeriu que o debate passa a girar em torno de quem critica o crime, em vez de tratar dos crimes em si.
Contexto e repercussões
Especialistas ouvidos sugerem que a fala reflete tensões entre enfoques de segurança pública e garantias constitucionais. A discussão ocorre em meio a uma relação entre governo e política de combate à criminalidade, com o tema ganhando espaço na imprensa e em análises jurídicas.
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