- O ministro Gilmar Mendes elogiou a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, destacando o fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado por meio de planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições.
- Mendes citou grandes operações da gestão, como Carbono Oculto e Tank, que atingiram engrenagens econômicas do crime organizado.
- Lewandowski pediu demissão ao presidente Lula na quinta-feira, alegando razões de caráter pessoal e familiar; a decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
- Manoel Carlos de Almeida Neto assume o ministério interinamente; Lewandowski deixou o STF em 2023, um mês antes de completar 75 anos.
- A saída pode abrir espaço para dividir o Ministério da Justiça ou criar novamente o Ministério da Segurança Pública, com propostas como a PEC da Segurança e o PL Antifacção já apresentadas ao Congresso.
O ministro do STF Gilmar Mendes elogiou a gestão de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça, afirmando que houve fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado. A manifestação ocorreu em post publicado hoje no X, a partir de dados da atuação do ex-ministro.
Mendes destacou que o governo investiu em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições, reiterando a importância do Estado de Direito na segurança pública. Ele citou grandes operações sob a liderança de Lewandowski.
Além disso, o decano do STF lembrou ações contra o crime organizado, como a operação Carbono Oculto contra o PCC e a operação Tank, voltada a um esquema no setor de combustíveis. Segundo ele, as ações atacaram as engrenagens econômicas que sustentam o crime.
Demissão de Lewandowski
Lewandowski pediu afastamento do cargo ao presidente Lula na quinta-feira, alegando razões pessoais e familiares. Em carta, afirmou ter exercido as atribuições com zelo e dignidade, considerando as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias.
A demissão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. O secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, assumirá o comando interinamente. A saída abre espaço para reorganização ministerial.
Aliados dizem que Lewandowski está cansado de ser ministro e pretende retornar ao escritório de advocacia, conforme ocorreu ao deixar o STF em 2023. Ele também citou a necessidade de cuidar da família e dos netos.
Cenário e próximos passos
Entre os motivos para a permanência no cargo, estaria a expectativa de aprovação da PEC da Segurança Pública, ainda emperrada na Câmara. A medida era vista como central para fortalecer a integração entre estados e União.
A possibilidade de dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública foi mencionada como tema de debate, com pressões sobre a criação de um novo Ministério da Segurança Pública para ampliar a visibilidade da pauta, conforme o governo avalia a reorganização.
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